Por Mariana Honesko

Quem busca descanso para os pés pode encontrar muito mais do que isso a partir do uso de palmilhas. O método é simples mas alcança resultados complexos. A proposta é uma das novidades mais populares no consultório do fisioterapeuta Marcos Vinicius Ruski. Aos 31 anos, há 1,6 dedica talento à reprodução em União da Vitória do conceito idealizado pelo médico francês Bernard Bricott, que percebeu a influência direta dos pés na postura corporal.
Foi dele a comparação do corpo humano com um pêndulo, mas invertido, sustentado pelos pés. Ruski aposta na correção da postura com o uso de palmilhas modeladas para cada tipo de pé e de necessidade. “A palmilha é fundamental para dores nos tornozelos, joelhos, quadril e coluna. A tendência do uso é de que ele melhore o problema nestas regiões”, explica o fisioterapeuta.
Cada par de palmilhas é exclusivo, modelado por Ruski depois de avaliação, plantigragia – que “imprime” o desenho do pé – e baropodometria, que checa o tipo de pisada e a pressão dos pés. A palmilha é postural e por isso não precisa ser necessariamente usada por quem tem dor. “Para quem tem, ela age como um tratamento e quem não têm, é uma prevenção”, observa. Os pares podem durar até um ano, em média, mas sua vida útil depende da intensidade do uso. As palmilhas podem ser usadas por crianças e adultos e caem bem em sapatos fechados, mas nos abertos também tem boa funcionalidade.
Para pés diabéticos, Ruski inova. “Temos as palmilhas soft, que evitam tensões e pressões, para não gerar úlceras”, explica. O fisioterapeuta monta as palmilhas em seu consultório. A matéria-prima vem de Brusque (SC), assinada pela empresa Podaly e, em sua sala, ganha forma. “Que cabe como uma luva”, sorri.

Sobre o profissional
Natural da “terrinha”, Ruski é formado desde 2006 pela Universidade Regional de Blumenau (Furb). Em União da Vitória, atua como professor da Uniguaçu e fisioterapeuta na Humanitus, instalada no primeiro andar do Executive Center. Além da aposta nos passos firmes das palmilhas, Ruski explora outra novidade: o curso em Curitiba de Pericia Judicial, a partir do método Veronesi. A capacitação deve garantir ao fisioterapeuta a possibilidade de fazer perícias trabalhistas. “Para avaliar a capacidade cinético-funcional do paciente”, detalha.
Para saber mais
Na sala 13 do primeiro andar do Executive Center, pelos telefones 3522-6893 e 9943-2300 ou via e-mail – marcosvruski@gmail.com.