Morto por engano?

Jovem foi executado com cinco tiros em frente de casa na noite de domingo

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Atualizado há 12 anos

Luiz
Jovem militar e cantor gospel foi executado a tiros e família diz que foi por engano (Foto/Arquivo da família)

Um crime de homicídio levou medo à população do Bairro Lagoa Dourada na noite de domingo, 3. A Polícia Militar foi acionada às 22 horas, depois de receber denúncias de disparos de arma de fogo e de um corpo estendido na Rua Leão Bartoski. No local foi constatado que havia um rapaz caído e apresentava três perfurações por arma de fogo. A ambulância do Corpo de Bombeiros de União da Vitória foi acionada, mas a vítima já estava morta. Ainda no local da ocorrência a Polícia Militar recebeu outras denúncias, informando que os moradores escutaram o barulho de duas armas de fogo e que foram ouvidos cinco tiros. Ainda de acordo com populares e uma testemunha, que pediu para não ser identificada, os suspeitos fugiram em uma perua Escort SW, cor branca, com placas de Curitiba (PR). A Polícia Civil abriu investigação para apurar os motivos da morte.

Confundido e executado

O rapaz que foi executado foi identificado como Luiz Felipe Valões Frutuoso, de 18 anos, soldado do 5º Bec Bld. No velório, que começou no final da manhã desta segunda-feira, 4, a família estava indignada. O pai do jovem disse que a vítima não tinha antecedentes, que era muito reservado e que passava o tempo todo em casa entoando hinos religiosos com uma guitarra. Ainda de acordo com a família, o jovem estava a caminho de casa, com um moletom com capuz, quando os suspeitos chegaram de carro e atiraram. O pai da vítima, o chacreiro Frutuoso, disse que foi uma covardia, porque o jovem teria sido confundido com elementos que pertencem ao tráfico. “Meu menino morreu inocente, nunca fez mal para ninguém”, desabafou o pai.

Enquanto o velório acontecia na capela Mortuária do bairro, a Polícia procurava pistas que pudessem levar ao paradeiro dos atiradores. O delegado chefe da 4ª SDP, André Vilela, colocou uma equipe de investigadores para elucidar o crime bárbaro o mais rápido possível. Dezenas de evangélicos que estavam no velório afirmaram que o jovem levava uma vida regrada e que seu grande prazer era a música gospel.

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