A presidente Dilma Rousseff anunciou esta semana um pacote para incentivar investimentos em logística e infraestrutura. Isso significa melhorias em um bom pedaço das estradas e ferrovias no país.
O pacote anunciado prevê que a iniciativa privada administre, em regime de concessão, 7,5 mil quilômetros de rodovias, e 10 mil quilômetros de ferrovias. As empresas terão que duplicar estradas e construir ferrovias.
O anúncio é animador, com certeza, menos para os paranaenses. O estado ficou de fora do pacote de investimentos. Isso significa dizer que a Rodovia Transbrasiliana (BR-153) irá retardar seus serviços de melhores condições de trafegabilidade.
Maior produtor de riquezas
O Paraná, maior produtor de riquezas do País, foi negligenciado do pacote anunciado por Dilma. A expectativa dos paranaenses em contar com estradas que prestem irá demorar a acontecer.
Cúpula do governo
O Governador do Estado do Paraná, Beto Richa, entristecido com o esquecido do Estado, realizou na manhã de ontem reunião com a cúpula do Governo. Entre as autoridades presentes esteve o chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Sebastiani. O governo resolveu engrossar o discurso para inclusão do Estado nas melhorias de infraestrutura.
Descuido?
O chefe da Casa Civil afirma que o Paraná possuiu projetos de infraestrutura que, inclusive, estavam sendo revisados. “O Paraná é de extrema importância econômica para o país.
É o corredor de exportação de outros estados. Dizer que não temos projetos não é argumento para ficarmos de fora. Estamos entristecidos por não estarmos dentro do contexto de obras federais”.
Fora do pacote
Estão a Rodovia Transbrasiliana (BR-153) – que é a quarta maior rodovia do Brasil, BR-163, BR-101 e a Estrada Boiadeira.
Autoridades locais
O prefeito de União da Vitória, Carlos Alberto Jung (Juco), esteve em Brasília na semana passada e conversou com o deputado federal João Arruda (PMDB-PR) que assegurou recursos para melhorias à BR-153.
Investimento
Pelas contas do governo, as empresas terão de investir R$ 133 bilhões, em até 25 anos. A maior parte desse dinheiro, quase R$ 80 bilhões, já nos próximos cinco anos. Em troca, elas vão cobrar pedágio e tarifas. O BNDES vai poder financiar até 80% do investimento.
Fonte: http://g1.globo.com