Brasil inaugura primeira fábrica de mosquitos da dengue transgênico

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Atualizado há 12 anos

Gráfico DengueA empresa britânica Oxitec inaugurou, no último dia 29, a primeira fábrica de mosquitos Aedes aegypti transgênicos do Brasil, uma tecnologia que poderá ajudar no combate da dengue no país, se for comprovada. A unidade está instalada em Campinas.A tecnologia foi desenvolvida em 2002, no Reino Unido.

No laboratório, ovos dos Aedes aegypti receberam uma microinjeção de DNA com dois genes, um para produzir uma proteína que impede seus descendentes de chegarem à fase adulta na natureza, chamado de tTA, e outro para identificá-los sob uma luz específica. Os machos, quando liberados na natureza, procriam com as fêmeas – responsáveis pela incubação e transmissão do vírus da dengue. Elas vão gerar descendentes que morrem antes de chegarem à vida adulta, reduzindo a população total. Testes iniciados em 2011 na cidade de Juazeiro, na Bahia, mostraram redução acima de 80% na população selvagem. Alguns experimentos apontaram resultados de 93% de redução do Aedes aegypti que vive na natureza. O uso dos insetos da Oxitec no Brasil foi feito em parceria com a organização Moscamed.

Também pensando no controle de mosquitos, grupos de pesquisa da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e da USP de São Carlos estão testando com sucesso tecnologias inovadoras e de custo relativamente baixo que podem se tornar armas contra o mosquito da dengue.

Pesquisadores do ICMC (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação) da USP de São Carloscriaram uma armadilha inteligente, que identifica os insetos pelo bater das asas, responsável por gerar o insuportável zumbido dos insetos. A partir daí, foi desenvolvido um sistema que envolve um laser que verifica determinada área. Quando o inseto voa na frente do laser, a passagem da luz é interrompida, e a frequência das batidas pode ser interpretada por um circuito eletrônico. Com isso, é possível saber qual inseto passou voando por ali, com precisão superior a 90%.

A vantagem do sistema é poder ser sintonizado para diferentes espécies de insetos – de vetores de doenças humanas a pragas agrícolas. A pesquisa tem apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Já a equipe mineira desenvolveu um coquetel químico que não parece trazer riscos para o ambiente e a saúde humana, mas que, se colocado na água onde estão as larvas do Aedes aegypti, impede que elas comam ou respirem.

Fonte: http://www.bv.fapesp.br/

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