Caso Remi Gleich ainda se arrasta na 4ª SDP

Crime ocorreu em 2010 e investigações ainda são inconclusivas

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Atualizado há 12 anos

REMI 02
Crime está há quatro anos e três meses sem praticamente nenhuma pista

Duas famílias tradicionais da sociedade local ainda buscam respostas e justiça. O dia 7 de maio de 2010 ficou marcado pela tragédia para as famílias Riesemberg e Gleich. O corpo de Remi Haroldo Gleich, que foi um dos diretores da Fundação de Saúde de União da Vitória (FUSA) foi encontrado na madrugada daquela sexta-feira. No dia dos acontecimentos a Polícia Militar trabalhava com a hipótese de latrocínio como principal linha de investigação. O então delegado chefe da 4ª SDP, Jorge Luiz Wolker abriu inquérito para apurar a morte do contador.

A notícia do crime só ficou conhecida às 6h30 da manhã, mas o crime teria acontecido entre a meia-noite e uma hora da madrugada. De acordo com a Polícia, Remi teria chego em casa e, estranhando a presença de uma pedra em frente ao portão de entrada, no Bairro Dona Mercedes, ao tentar tirar o obstáculo, foi surpreendido. Era uma emboscada. Remi, que tinha físico avantajado, entrou em luta corporal com a pessoa (ou pessoas), porém o resultado do confronto foi o disparo de três tiros em direção ao contador.

As policias Militar e Civil fizeram buscas no local do crime e uma arma de fogo foi encontrada. Até agora, no entanto, não se sabe se a arma encontrada teria sido a mesma usada para tirar a vida de Remi. O contador Remi Gleich, de 63 anos, era um dos braços direitos do então secretário de Saúde, Luiz Carlos Abrahão. A chácara dos Riesemberg, onde morava Gleich, fica afastada do centro de União da Vitória.

As investigações

O atual delegado chefe da 4ª SDP, André Vilela disse que as investigações sobre o assassinato de Remi Gleich, que foi vereador em União da Vitória, estavam praticamente paradas. O então delegado pediu a quebra do sigilo telefônico dos últimos seis meses de vida do contador. O material está sendo decupado (transcrito) e será entregue às autoridades policiais. Vilela ressalta que a falta de testemunhas ajudaram o fato de o crime se tornar uma incógnita. “A vítima era uma personalidade, no entanto sua vida pessoal era muito reservada. Esperamos que alguma ligação leve à identificação da pessoa ou das pessoas que mataram o senhor Remi”. O delegado não descarta nenhuma possibilidade. Nem a de que se trate de um crime por encomenda.

O registro e as conversas dos últimos meses de vida do contador serão checadas e, pelo que se sabe, serão milhares de páginas para o setor de investigação analisar e confrontar dados. “Só queria dizer que não esquecemos nem deste e nem de outros crimes considerados impunes. Nossa delegacia tem o número recorde de resolução desse tipo de ocorrência”, disse Vilela. Enquanto a Polícia segue com as investigações, a família espera por justiça.

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