Por Mariana Honesko

A mobilização é encarada como um desafio mas, ainda assim, cheia de boas expectativas. Começa na Semana da Pátria, entre os dias 1º e 7 de setembro, uma ação nacional que propõe a votação popular para a criação de uma constituinte exclusiva e soberana na discussão do sistema político.
Nesta primeira semana do próximo mês, haverá urnas espalhadas em vários endereços, públicos e privados, assinados por movimentos sindicais ou simplesmente por pessoas engajadas com a causa. Nas Cidades Irmãs, por exemplo, de acordo com a APP Sindicato, as urnas estarão na rua, durante os desfiles cívicos de aniversário de Porto União e da Independência.
Projeto
Lançar a votação popular é decisão dos movimentos e reflexo da mobilização nacional que invadiu as ruas com gritos de protesto. “Na ocasião, um dos pedidos era a reforma política, que acreditamos ser a raiz de toda a corrupção. A presidente Dilma (Rousseff) pediu isso ao Congresso mas ele acabou se encolhendo e sugeriu apenas uma minirreforma”, lembra o professor Acir Moreira, membro da APP de União da Vitória.
O recuo do Congresso iniciou um novo movimento. Este, pela organização de um plebiscito e, posteriormente, para a criação de uma Constituinte. “Ela é necessária para que a Constituição de 88 seja mexida”, explica Moreira. A coleta dos votos, ainda que alcance os 10 milhões, não garante, imediatamente, a reforma ou a abertura de um novo processo. “Mas ela pode empurrar o Congresso para abrir a discussão”, pontua o professor.

A defesa de uma constituinte soberana propõe a participação de pessoas de todos os segmentos da sociedade e não só dos políticos e legisladores do Congresso. Na plataforma, o voto político seria apenas “mais um”.
A Constituinte que está sendo proposta sugere mudança de regras do sistema político e prevê a abertura de caminhos para as aspirações populares, como saúde, educação, transporte e reforma agrária.
Votação
O voto é livre e voluntário para todos os maiores de 16 anos, desde que comprovados com o documento de identidade e por eleitores de todas as faixas etárias. O voto é manual e o votante vai precisar responder com “sim” ou “não” a seguinte pergunta: você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana do sistema político brasileiro?
A votação ocorre essencialmente na Semana da Pátria mas não tem data para ser encerrada. Os números serão computados nos “QGs” dos movimentos, organizados em cada estado brasileiro.
Montando um comitê
Basta uma única pessoa interessada para que um comitê seja aberto. A partir daí, pode-se chamar familiares, amigos e colegas de escola e trabalho para participar. Formando o comitê, só é preciso entrar em contato com os comitês mais próximos na cidade ou no estado. A proposta da campanha é por pelo menos um comitê popular em cada bairro das grandes cidades e um em cada município do interior.
Serviço
Saiba mais sobre o que ocorre no Paraná pelo e-mail plebiscitopopularparana@gmail.com e em Santa Catarina pelo e-mail plebiscitopopular.sc@gmail.com.