Segunda dose da vacina contra HPV já está disponível

Em União da Vitória, adolescentes precisam procurar as unidades de Saúde. Em Porto União, basta estar na escola

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

Medicamento é distribuído pelo Ministério da Saúde e já está disponível na região (Arquivo JOC)
Medicamento é distribuído pelo Ministério da Saúde e já está disponível na região (Arquivo JOC)

Estreou neste ano, por iniciativa do Ministério da Saúde, a introdução da vacinação contra o HPV. Desde o dia 1º, a segunda dose está disponível para meninas com idades entre 11 e 13 anos, em todas as unidades de saúde.

Em União da Vitória, a vacina já pode ser encontrada. Assim, meninas que tomaram a primeira dose, em março, podem voltar ao posto para receber a continuação do esquema. O sistema só se encerra, de fato, em cinco anos, quando a terceira e última dose é aplicada. “Pedimos para que as meninas levem a Carteira de Vacinação e pedimos que elas voltem mesmo. A segunda dose é importante para que o esquema da vacina valha a pena”, orienta a secretária da Saúde, Ivone Calgarotto.

Em Porto União, conforme a secretaria da Saúde, a vacina também está disponível. Na primeira etapa, o município assistiu 826 adolescentes, o que gerou a cobertura de 96%. “Um índice relativamente alto já que o Ministério da Saúde sugere a cobertura de 80% do público-alvo”, lembra o secretário Jair Giraldi. Como na primeira edição, a segunda será distribuída nas escolas, particulares e públicas, sem necessidade de que os pais ou as jovens procurem os postos. “Quem não estiver na escola novamente, deve procurar a unidade de saúde do seu bairro. É uma vacina que entrou no calendário e, portanto, estará disponível em qualquer momento”, ressalta.

A vacina disponível pelo governo vai de encontro aos quatro subtipos de HPV. Destes, dois causam o câncer. O medicamento é aplicado no músculo “deltóide”, ou seja, na parte superior do braço, e requer 15 minutos de repouso. A introdução inédita do medicamento no calendário é fruto de estatísticas pouco otimistas. Conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer uterino é o mais frequente na população feminina. Só perde para o câncer de mama.

Entenda o esquema

A vacina está disponível comercialmente no Brasil desde 2006. Ela é aplicada em três doses. A segunda dose é aplicada seis meses depois da primeira e a terceira, após cinco anos. O esquema, conforme o Ministério da Saúde é recomendado pelo TAG, órgão que assessora as técnicas de imunização. O mesmo modelo é aplicado no Canadá e na Suíça. Os especialistas apostam na eficácia mas temem o esquecimento da terceira dose, já que ela ocorre muito tempo depois desde a ingestão da primeira. Para o ano que vem, a cobertura deve atingir meninas de nove a 11 anos.

Para mulheres mais velhas ou meninos, ainda que dentro da faixa etária voltada às meninas, a vacina está disponível apenas em clínicas particulares. Quem quiser se imunizar vai precisar mexer no bolso. Em média, cada dose custa R$ 500. Em 2006, quando chegou ao Brasil, o valor era ainda mais alto. Na época, a dose não saia por menos de R$ 1 mil.

Estreia da campanha no calendário

Em março, reportagem feita por O Comércio mostrou as diferentes maneiras de aplicação da vacina nas Cidades Irmãs.

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