Audiência Pública discute proposta de aumento da tarifa de transporte

Representantes da Piedade reclamam de déficit na passagem que estaria inviabilizando a empresa

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Atualizado há 12 anos

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(Foto: Jair Piloto Nunes)

A audiência pública que discutiu entre outros assuntos o pedido de aumento na tarifa do transporte público em União da Vitória na noite de quinta-feira, 4, foi tensa e com algumas trocas de acusações. O advogado da empresa, Guilherme Gonçalves, disse que o equilíbrio econômico financeiro da Viação Piedade está abalado por vários fatores. Guilherme reclamou dizendo que o Poder Público têm sido “cruel” com a Piedade com relação às sucessivas recusas em conceder o aumento da tarifa do transporte coletivo em União da Vitória. Por sua vez, Célio Calikoski, Secretário de Educação, disse que a prefeitura repassa R$ 180 mil por mês. “Isso chega bem perto de R$ 2 milhões ao ano, em subsídio de transporte escolar repassado pelo município à Piedade. São dois créditos por aluno por dia letivo. O percentual é de 80% de alunos da rede estadual e 20% para a rede municipal”, esclareceu o secretário.

No uso da palavra livre o vereador Carlos Topolski (PSB) discordou da planilha de custos da empresa. Segundo o legislador o pedido de aumento, dos atuais R$ 5,50 para R$ 9,60, pesa demais no bolso do usuário. Os vereadores Ziliotto Daldin (PSD), Carlos Romeu Bueno (PMDB) e Moiseis Benassi (DEM), seguiram a mesma linha cobrando mais eficiência da empresa no atendimento ao usuário.

O que a Piedade reivindica

Na audiência pública, presidida pelo Secretário de Indústria, Comércio e Turismo de União da Vitória, Luilson Schwartz, a empresa pede reajuste na passagem no perímetro urbano de 2,35 para 2,70 e no meio rural de R$ 5,50 para R$ 9,60. Para Rodrigo Corletto Hoelzl, diretor da Piedade, sem o aumento da tarifa de transporte a empresa praticamente inviabiliza sua operacionalização em União da Vitória.

Aumento salarial ou greve

Os motoristas da Empresa de Transportes Coletivos Nossa Senhora da Piedade, filiados ao Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de União da Vitória, ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado caso a empresa não atenda suas principais reivindicações de salário e condições de trabalho. De acordo com o sindicato, os trabalhadores querem reposição salarial de 9% nos salários bases e adicional de cobrança de passagem. Os motoristas querem também 11% no cartão alimentação. O movimento grevista deu prazo para o cumprimento das reivindicações até amanhã. A partir do primeiro minuto de segunda-feira, 8, a categoria diz que vai cruzar os braços. A greve pode atingir União da Vitória e Porto União.

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