Empresas buscam profissionais que saibam desmontar brinquedos!

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Atualizado há 12 anos

Por Alvaro Concha

Vários empresários me questionaram sobre meu artigo de semana passada sobre a inovação e um, em especial, me indagou sobre se desde crianças alguns de nós já mostra propensão à criatividade, uma habilidade tão desejada entre os empresários modernos.

Na verdade o tema da criatividade tem sido muito discutido entre vários autores de peso, como Vygotsky, Dostoievski entre outros, mas uma coisa é certa: a criatividade é a imaginação em ação. Pode-se afirmar que quando não estamos criando estamos reacionando, daí surgiu a noção de que podemos ter uma mente criativa ou uma mente reativa, dependendo da situação e de nosso posicionamento frente aos obstáculos da vida. Porém, atualmente muito tem-se discutido, também, sobre criatividade e sobre a capacidade de nossos funcionários, nossas empresas, nossas universidades, em inovar.

O processo criativo se inicia nos lobos temporais, regiões que ajudam a administrar a memória, daí temos a informação de que os profissionais mais criativos são, obrigatoriamente, aqueles que sabem melhor lidar com sua memória, com sua capacidade, não de memorizar, mas de ordenar suas memórias.

Porém, uma das questões mais interessantes que podemos verificar através de uma pesquisa realizada pela Dra. Shelley Carson, é que a existe uma relação entre alto QI (20% a 30% acima da média), baixa inibição e alta criatividade. Mas e daí? Daí que podemos entender que para se ter um profissional criativo em sua empresa é necessário perceber no momento da entrevista se o candidato possui traços de genialidade e se é inibido(a). Para tanto atitudes como respostas inesperadas, fora do padrão, capacidade anormal de memorizar eventos (podem ser até de futebol), destreza em jogos de estratégia como xadrez, habilidades em outros idiomas, entre outras, devem ser analisadas e bem aceitas.

Na verdade, devemos entender que criatividade é a ideia em ação, é a capacidade de criar e depois a capacidade de usar essa ideia na prática (mesmo porque com teóricos as empresas não podem perder tempo). Daí vem a afirmação do empresário que me indagou inteligentemente durante esta semana, se então devemos perguntar aos candidatos à vaga se ele quando criança tinha o hábito de desmontar seus brinquedos, pois esse seria o profissional que, quando adulto, viria a ter a habilidade de resolver problemas e dificuldades, talvez através da memória de onde cada peça do brinquedo deveria ser colocada, talvez com criatividade, pois uma ou outra peça poderiam sobrar, mas o brinquedo deveria continuar funcionando perfeitamente. Perfeitamente, respondi, se esse profissional adquiriu a capacidade de se desdobrar corretamente frente as adversidades da vida, também, são assim o será na empresa.

Alvaro Concha é consultor de empresas

(alvaroconcha@gmail.com)

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