
Caco Barcellos chegou simples no Cine Ópera, sentou-se na primeira fila e logo deu um autógrafo. Segurando uma mala de viagem com rodas, aguardava ser chamado para sua apresentação.
Já no palco com sua mala, segundo ele seu kit de sobrevivência, deu início a grande noite.
Jornalista com mais de três décadas de experiência, Barcellos falou por duas horas para uma platéia atenta a cada palavra. Ao longo da conversa ele retirou de sua mala objetos que explicavam as ferramentas, segundo ele, necessárias na construção de um bom profissional.
Segundo o reitor da Instituição, Jairo Clivatti, a palestra Empreendedorismo para Jovens foi um presente para o Centro Universitário de União da Vitória que comemorava 40 anos de história na sexta-feira, 19.

O reitor, durante o evento, agradeceu a presença de Barcellos e comemorou a palestra ter coincidido com data de aniversário da Instituição. “Sabemos que a agenda de Caco Barcellos é apertada, mas é muito bom receber um jornalista com essa experiência para falar no dia do aniversário da Uniuv.”
Ao final uma fila de fãs foi formada na saída do palco. Todos queriam uma foto com o jornalista. Alunos do curso de Jornalismo da Uniuv tentavam uma entrevista, ali mesmo. Outros, com livros, pediram autógrafos.
Caco, além de ter trabalhado no exterior como correspondente por vários anos, ter feito coberturas de conflitos armados, catástrofes naturais e guerrilhas se dedicou a várias reportagens investigativas, das quais, duas viraram livros e lhe renderam o prêmio Jabuti de Literatura. O primeiro foi com a obra Rota 66 que conta a história de um esquadrão da morte dentro da Polícia Militar de São Paulo. O segundo foi com Abusado, onde Barcellos subiu o morro da Santa Marta, no Rio de Janeiro, e narrou a entrada do Comando Vermelho na favela e como é a formação dos traficantes que comandam as terras cariocas.
Atualmente o jornalista comanda um programa semanal da Rede Globo, o Profissão Repórter.