Por Mariana Honesko

Para o mosquito transmissor da Dengue, água parada e calor garantem um prato cheio. Embora mais comum no Verão, o inseto também encontra possibilidade de reprodução na Primavera, estação que começa com chuva e com elevação na temperatura.
Em União da Vitória e Porto União, a chuva que caiu com força durante esta semana, coloca as equipes de monitoramento ambiental em atenção. Além das residências, o foco concentra-se em pontos estratégicos, como borracharias e cemitérios. Pneus e vasos de flores são ideais para o acúmulo de água e, em consequência, do depósito de ovos e nascimento do mosquito.
Cemitérios
Eles são monitorados de quinze em quinze dias. A maioria deles exibe, já na entrada, placas de alerta. Elas lembram a possibilidade de Dengue e recomendam o uso de areia e flores artificiais. “No caso dos cemitérios, nossa recomendação é para que as pessoas coloquem areia, até o topo do pratinho. Se colocar apenas até a metade vai juntar água”, diz o agente da Vigilância Ambiental de Porto União, Juliano Seger.
O município segue o padrão estadual e trabalha com armadilhas. Na cidade, são 102, monitoradas toda a semana e outros 42 pontos estratégicos, visitados quinzenalmente. O trabalho é extenso mas tem dado resultado: apenas em fevereiro um foco da presença do mosquito Aedes aegypti foi encontrado. Ele segue sendo monitorado. “A época de agora não é tão delicada. Nossa maior preocupação é quanto ao Verão”, lembra. Para o mosquito, água parada, limpa e dias quentes, garantem sua proliferação de maneira rápida e eficiente.
Em União da Vitória
A cidade ganhou os holofotes da imprensa local por, há alguns meses, registrar o encontro de larvas e pupas – último estágio de transformação em mosquito – no anel central. O local também está em monitoramento, bem como estão outros 30 pontos estratégicos.
No município, a gestão de atenção é um pouco diferente de Porto União. No Paraná, são os agentes de combate, que batem de porta em porta, os grandes responsáveis pela checagem e identificação de possíveis focos.
Mosquito longe de casa
Manter o mosquito longe é simples e rápido. Material criado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná informa que é possível, em dez minutos, manter a casa livre da Dengue. O checklist é prático e pode ser feito sempre. Entre as sugestões, a principal é eliminar todos os recipientes que possam acumular água, limpa ou suja. A medida vale até para algumas plantas. É o caso das Bromélias, que acumulam água. No caso das flores, ainda, manter pratinhos com areia é a melhor indicação. Nos cemitérios locais, placas reforçam a medida.
O ciclo do mosquito
Ovo
Quarenta e oito horas após a postura, o embrião já estão formado. Basta o contato com a água para que, em meia hora, ocorra a eclosão.
Larva
Possui quatro estágios, marcados pelo crescimento da larva. No último estágio, caso as condições não sejam favoráveis, ela pode entrar em diapausa – um estado de suspensão do desenvolvimento – que pode durar meses.
Pupa
É o estágio intermediário, até a transformação em mosquito, de duração de dois e ou três dias. Nessa fase, ela não se alimenta e não apresenta diapausa.
Versão adulta
Em 24 horas após o nascimento já pode ocorrer o acasalamento. Cada fêmea produz em média 120 ovos. O mosquito vive entre 30 e 35 dias.