Sem telefone emergencial, Bombeiros dependem de comunicação via rádio

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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Linhas e aparelhos já estão na mesa: Oi teria recebido pedido de instalação do 193 há 60 dias. (Fotos: Mariana Honesko).

Mesmo com 90 dias de vida, o Corpo de Bombeiros de União da Vitória ainda não consegue caminhar totalmente sozinho. Desde 1º de julho, quando foi inaugurada, a unidade precisa de apoio dos militares da companhia de Porto União para a execução do procedimento mais simples de todos: o recebimento dos pedidos de ajuda.

Conforme a equipe, a unidade ainda não dispõe do 193, canal básico e gratuito para acesso da comunidade no pedido de socorro. Assim, quem mora em União da Vitória e necessita de socorro, vai ser atendido por um militar de Porto União, onde o 193 funciona. “Temos as linhas telefônicas, os aparelhos. Só dependemos da companhia telefônica para funcionar mesmo”, explica o cabo Tomaz.

A situação já foi pior. Até um mês atrás, o Corpo de Bombeiros não dispunha de nenhum outro ramal. Foi só há 30 dias que um telefone fixo foi instalado na unidade. Assim, toda a comunicação ocorria apenas via rádio, de um quartel para o outro. “As emergências caiam em Porto União e quando eram em União da Vitória ou na região de nossa atuação, os militares nos informavam por rádio”, completa.

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Militares dependem da comunicação via rádio feita por Porto União na identificação das ocorrências

O rádio continua sendo usado e é o principal meio de comunicação entre quem precisa de ajuda ou apoio. Para facilitar o acesso da comunidade ao serviço de socorro, o Corpo de Bombeiros atende “à cobrar” as chamadas feitas no telefone fixo.

Embora seja de responsabilidade do Estado, a contratação do telefone cabe à prefeitura. Segundo o secretário de Administração, Eraldo Antônio de Castro, o pedido para a “Oi”, telefônica responsável pela instalação do 193, já ocorreu há cerca de 60 dias. “Já pedimos para a companhia instalar a linha mas, mesmo assim, vamos verificar o motivo do atraso”, diz. Por enquanto, não há previsão sobre novos prazos.

Unidade está sem equipamento de resgate

Além do ramal 193, o Corpo de Bombeiros de União da Vitória reclama a falta de um equipamento que considera fundamental para o resgate de vítimas presas em ferragens. Trata-se do desencarcerador. Segundo os militares, o mecanismo custa aproximadamente R$ 70 mil e deveria já estar na unidade desde a estria dos trabalhos, em julho deste ano.

O equipamento é usado praticamente em todos os acidentes automobilísticos mais sérios e garante, além do socorro rápido, menos sofrimento para as vítimas. Sem ele, o atendimento fica de novo engessado e dependente de Porto União. “Vamos atender a ocorrência mas, quando precisa do equipamento, precisamos chamar Porto União”, explicam.

Para emergências em União da Vitória

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A ligação “cai” em Porto União mas a ocorrência é informada por rádio aos militares de União da Vitória

3523-6808
No fixo, ligações “à cobrar” são aceitas

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