Modificação obriga passagem de ciclistas por trás do ponto de ônibus

Na ciclovia da Avenida dos Ferroviários, quem está de “magrela” vai precisar de mais atenção às manobras

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Atualizado há 12 anos

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Placas e sinalização horizontal indicam a mudança. (Foto: Mariana Honesko).

A mudança executada há menos de um mês não é unânime. Nesta semana, um ciclista procurou a redação de O Comércio para sugerir um novo estudo sobre o trecho. Segundo ele, o “encontro” entre ciclistas e pedestres vai se tornar cada vez mais comum na ciclovia da Avenida dos Ferroviários. “Eu mesmo já me enrosquei com pedestre e já vi outros fazendo a mesma coisa”, afirma o ciclista Augusto de Lima, morador de São Cristóvão, em União da Vitória, mas usuário diário do espaço na popular “Perimetral”, em Porto União. Conforme ele, um “ponto cego” foi formado nos pontos de ônibus. Assim, quem estaria embarcando ou descendo, não enxergaria o ciclista. E vice-versa.

Mas, de acordo com o diretor do setor de Trânsito do município, os “encontros” só vão ocorrer se um dos usuários do trecho estiver errado. No ponto de ônibus, César Viganó é categórico. “Tem que ter atenção e o ciclista, passar por trás dele”, orienta. Para melhorar o entendimento de quem transita sobre duas rodas, a prefeitura projeta a colocação de canteiro de flores, ao lado dos pontos de ônibus, como medida de “isolamento”.

ciclovia-portouniao-modificação2A mudança, aplicada pela equipe de Sinalização Viária da prefeitura, inverteu as posições dos usuários. Agora, os ciclistas devem usar a faixa à esquerda e os pedestres, à direita. A medida, segundo o setor de Trânsito, segue às normas do Código de Trânsito Brasileiro. O artigo 29 orienta as posições nos locais de circulação e coloca, como segurança, os pedestres mais afastados das vias de trânsito de veículos.

A alteração, ainda, foi discutida na Câmara de Vereadores. Ela foi aprovada e serve como pontapé do projeto de reurbanização da Perimetral. “Estamos com um trânsito cada vez maior e se não tomarmos as medidas legais, ele pode se tornar pior. Não é o que queremos”, diz Viganó.

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