Animais peçonhentos vizinham moradores do Conjunto Bandeirantes

·
Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

mato-cobra-moradores (2)
Matagal alto “chama” problemas: moradores reclamam dos bichos e mau cheiro. (Fotos: Mariana Honesko).

O endereço está em uma das áreas mais nobres e populares de São Cristóvão, em União da Vitória. A Rua Herbert João Carlson fica exatamente atrás da sede da Terceira Idade e de um Centro de Educação Infantil, ambos bem movimentados. E é exatamente atrás destes dois complexos que um grande terreno baldio está.

Ocorre que há cerca de dois anos, conforme os moradores, o espaço não recebe qualquer intervenção. O matagal é alto e lembra, como se referiu a cuidadora de idosos, Noeli Vaudan, uma selva. Noeli escreveu à redação de O Comércio pedindo ajuda. Segundo ela, seu filho precisou roçar uma das laterais – a que fica de frente para as casas – para evitar a entrada de cobras e outros bichos do gênero dentro de casa. “Não entendo como que o mato está deste jeito tendo uma creche e a terceira idade perto”, questiona.

Moradora há mais tempo na comunidade, a atendente Marta de Souza comenta que a vegetação só é aparada quando ocorre eventos maiores, seja na creche ou na associação. A última, garante, ocorreu perto da posse do prefeito Pedro Ivo Ilkiv. “Essa vala tem um mau cheiro terrível e a gente tem até medo de deixar o carro aberto pensando que um bicho peçonhento entre”, comenta. Aumentam os problemas, ainda, o “sepultamento” clandestino de cães e gatos no terreno. Pela camuflagem do espaço, garante o vigilante Vilson Segatto Ozório, sacolas plásticas, com animais mortos, são frequentemente jogadas ali. “O cheiro é horrível”, confirma.

Os moradores admitem que ainda não procuraram a prefeitura para reclamar oficialmente. Apenas Noeli, que voltou a morar em União da Vitória há 14 meses – ela é natural da “terrinha” mas há 14 anos residiu no litoral – marcou, na rede social, o nome de um dos vereadores. “Ele inclusive comentou que vem até aqui para ver o que a prefeitura ou a Câmara podem fazer”, conta.

Responsáveis

mato-cobra-moradores (3)A prefeitura atribui aos donos dos terrenos baldios a responsabilidade pelo corte e poda da vegetação alta. Como órgão público, as roçadas só ocorrem em espaços de mesmo cunho, ou seja, públicos também, como praças, calçadas e ruas. Em União da Vitória, a empresa Ecovale mantém contrato com a prefeitura para executar o serviço.

Especialmente sobre o terreno do Conjunto Bandeirantes, a prefeitura informa que o responsável será procurado. Caso contrário, e diante de tantas queixas, pode intervir. A comunidade precisa participar e para isso, deve ir até o setor de Tributação e denunciar. A partir disso, os fiscais entram em ação, seja na identificação do proprietário ou na intervenção do espaço.

Bichos à solta

Não é apenas os moradores do Conjunto Bandeirantes que enfrentam a “invasão” de cobras dentro de casa. Em Porto União, na estação de Engenheiro Mello, os bichos também são vistos com frequência. Por lá, contudo, não é falta de roçada o pivô do aparecimento inusitado. A área fica em um espaço de mata.

Por enquanto, o convívio tem sido pacífico mas a recomendação dos moradores aos visitantes é para que não percorram trilhas ou acessem o túnel – a 500 metros da estação – no final da tarde. O horário parece ter sido o preferido dos bichinhos.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!