
O prefeito de General Carneiro Joel Martins Ferreira acompanhado do secretário de Administração, Joares Martins Ferreira estão em Brasília nesta semana para cumprir uma série de compromissos com deputados, agenda no FNDE, entre outros assuntos.
Durante a manhã de terça-feira (11), o prefeito e o secretário estiveram na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM), aonde concedeu uma entrevista e falou sobre a situação do município de General Carneiro. “Estamos fechando a prefeitura. Todos os serviços vão parar, menos os essenciais, como Saúde, Educação e coleta de lixo”, afirmou o prefeito, garantindo que essa foi a opção adotada para enfrentar a atual crise.
Prefeito Joel também contou que só de transporte escolar, por exemplo, o gasto total é R$ 150 mil. De ajuda, a prefeitura recebe R$ 57 mil e arca com o restante. “E transportamos acadêmicos e alunos do ensino médio, que não é nossa obrigação”, reforça o secretário, Joares Martins Ferreira. “Vai falar para a mãe do aluno que não tem ônibus. Vai falar para o Ministério Público. Não tem jeito. Somos nós que convivemos com a população. Não é o governador e a presidente”, diz ele.
Para conter a crise, a prefeitura cortou gastos com pessoal ao longo do ano. “Foi para diminuir a dívida e pagar as contas. Não deixar mais de 3% de débitos para o próximo ano, como diz a lei”, explicou. Em relação aos fornecedores, outra dificuldade: a prefeitura só consegue os produtos ou serviços se pagar à vista. Segundo Joel, ninguém aceita mais se não for assim.
Desvalorização
Na opinião do gestor, o ente municipal e consequentemente os prefeitos estão desvalorizados. A União só oferece “migalhas” e o Congresso aprova leis que só prejudicam os Municípios, sem amparo para que possam ser executadas. “Elas são boas. Mas quem paga e como paga? Estamos muito pacíficos com o governo federal. Temos que nos impor, fechar [as portas] mesmo que a promotoria venha em cima de nós. Mostrar que não temos dinheiro para nada”, conclui. (Com informações Portal CNM)