Por Mariana Honesko

Em março, a campanha contra o HPV teve início. Agora, meninas com idades entre 11 e 13 anos, alvo da etapa, precisam voltar aos postos de saúde. Conforme calendário do Ministério da Saúde, o intervalo é necessário e fundamental para que o efeito ocorra no organismo das adolescentes.
Nas Cidades Irmãs, conforme dados das Secretarias da Saúde, os números parciais revelam adesão ainda aquém do esperado. Em Porto União, a participação é de 75% das adolescentes na segunda fase da campanha. Na primeira, a proposta alcançou os 100%. “Se elas não tomarem a segunda dose, a vacina não faz efeito”, lembra a técnica de enfermagem, Maria Pollon Michalichen, da Sala de Vacinas do posto central da cidade.
No município, o dia 22, próximo sábado, é uma “boa promessa” de quem ainda tomou a vacina. É quando as unidades de saúde mantêm de novo as portas abertas, para atender os baixinhos da campanha contra a Pólio e Sarampo. “E vamos ter ainda a vacina do HPV”, convida Maria.
Em União da Vitória, o HPV foi um dos assuntos discutidos durante capacitação promovida ontem na 6ª Regional de Saúde, para secretários e coordenadores dos setores de imunização. “Estamos discutindo como melhorar a cobertura do HPV”, confirmou João Luis Crivellaro, da Secretaria de Estado da Saúde. “Estamos com uma boa cobertura na regional mas queremos atingir a meta o mais rápido possível”, completou.
Três doses de proteção
A vacina é aplicada em três doses. A segunda, seis meses depois da primeira e a terceira, após cinco anos. A vacina tem aplicação no músculo “deltóide”, ou seja, na parte superior do braço, e requer 15 minutos de repouso. Os especialistas apostam na eficácia mas temem o esquecimento da terceira dose, já que ela ocorre muito tempo depois desde a ingestão da primeira. Para o ano que vem, a cobertura deve atingir meninas de nove a 11 anos.
A vacina contra um dos maiores causadores do câncer de colo de útero está disponível comercialmente no Brasil desde 2006 e entrou neste ano no calendário básico, de graça.
Ameaça
A introdução inédita da vacinação no calendário é fruto de estatísticas pouco otimistas. Conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer uterino é o mais frequente na população feminina. Só perde para o câncer de mama. O HPV é transmitido sexualmente e apresenta mais de 150 formas diferentes e 12 deles causam a doença. A vacina disponível neste ano vai de encontro aos quatro subtipos do transmissor. Destes, dois causam câncer.
Outras campanhas
Paralelo ao HPV, a vacina conta a Pólio e o Sarampo seguem abertas. No caso da paralisa, bebes maiores de seis meses e crianças de até quatro anos, devem receber as gotinhas. O Sarampo é para crianças de um a quatro anos de idade. Todos os três medicamentos estão disponíveis, de graça, em todas as unidades de saúde.