Arrombamento e assalto levantam discussão sobre segurança

Ocorrências envolvendo o Banco do Brasil e uma Casa Lotérica acendem luz de alerta na segurança pública

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Atualizado há 12 anos

A segurança, ou a falta dela, estão presentes na pauta da ordem do dia de políticos de serventuários de bancos e agências lotéricas. O assalto em plena luz do dia no Banco do Brasil de Bituruna, no último dia 4, e o arrombamento da agência de Porto União da mesma rede bancária tem levantado questionamentos importantes.

O primeiro deles é sobre a qualidade da segurança pública, já que tanto a 2ª CIPM (União da Vitória/PR) quanto a 1ª CIPM (Porto União/SC) estão trabalhando no vermelho, com baixo efetivo. E sem policiais não existe milagre. Os poucos policiais que são enviados às cidades não são suficientes. É grande o número de policiais militares aptos a se aposentar.

Na Companhia de Polícia Militar de União da Vitória não existe nem o número mínimo para uma companhia independente. Como atende nove municípios, a PM precisaria virar Batalhão de Polícia Militar, coisa que o Governo do Estado se nega a fazer.

Em Porto União a situação não é diferente. A PM envelheceu e a reposição não ocorre na mesma velocidade em que ocorrem as aposentadorias. Políticos e sociedade organizada já solicitaram ajuda do governo estadual, mas quase nada foi feito.

Prédios sem segurança

Outra triste constatação, pelo menos no caso do prédio do Banco do Brasil de Porto União, é que a estrutura de segurança é arcaica e o prédio não é tão inviolável quanto se imaginava. O sistema de alarme é antigo, as portas são de material que oferece pouca resistência e não existe segurança interna, ou seja, vigilantes armados dentro do prédio. Por todos os motivos elencados, ficou fácil a ação marginal que deixou a Agência mais pobre em cerca de R$ 250 mil.

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