Sinal vermelho para o comportamento dos pedestres

Dispositivo para uso exclusivo de quem está a pé não é respeitado pela maioria. Nas Cidades Irmãs, equipes de trânsito não entendem comportamento

·
Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

sinal-portouniao-uniaodavitoria (2)
(Foto: Mariana Honesko).

Quando o bonequinho está verde, é hora de atravessar a rua. Quando ele é vermelho, é preciso parar e aguardar até que novamente ele seja aberto. Embora funcione de maneira simples, o sinaleiro para pedestres é, em muitos casos, ignorado justamente por quem está a pé e depende do equipamento para ter segurança na travessia de ruas.

Com raras exceções, o comportamento é padrão nas Cidades Irmãs. “Se você parar para observar, de dez pedestres, meio respeita o semáforo”, avalia o diretor do Departamento de Trânsito de Porto União (Demutran), César Viganó. “A maioria olha e não respeita o sinaleiro. Muitos agem como se ele não estivesse ali”, completa.

sinal-portouniao-uniaodavitoria (1)
Nem todos desrespeitam: no centro de Porto União, aparelho é usado com mais frequência

De fato, parece ser regra: boa parte dos pedestres atravessa a rua quando é a vez do veículo parar. É nesta “folga” entre um tempo e outro, que travessias às pressas ou lentas, dependendo do perfil dos pedestres, ocorrem. O sinaleiro para quem está a pé fica ali, abandonado e, com certa frequência, motoristas que teriam a preferência, precisam ceder tempo, paciência e sua própria vez no trânsito. “É uma contradição. Temos tantos pedidos para colocar sinaleiros assim e quando isso ocorre, o povo não respeita”, lembra Viganó. Em Porto União, há dois sinaleiros para pedestres: ambos ficam no cruzamento da Rua Prudente de Morais. A previsão é de que em 2015, todos os cinco semáforos da cidade recebam o aparelho.

sinal-portouniao-uniaodavitoria (4)
No centro, pedestres cruzam a rua sem lembrar do semáforo

Em União da Vitória, o diretor do setor, Márcio Roiek, compartilha da opinião de Viganó. No município, três cruzamentos – em um total de 12 aparelhos – dispõem do sinaleiro para pedestres. Para a cidade, já há também projeto de inclusão do mecanismo nos demais dispositivos. “Mas infelizmente o pedestre faz de conta que não é com ele e ignora o sinal”, afirma.

Para Roiek, o comportamento nada exemplar repete-se no cruzamento fora dos sinaleiros também. Como exemplo, lembra do que ocorre na Praça Coronel Amazonas, no centro. “A cada 40 metros, tem uma faixa de pedestres. São três delas mas tem pedestres que cruzam fora dela”, lembra. Embora complicada, a situação, de acordo com Roiek, já foi pior. A evolução, no ponto de vista do diretor, é fruto dos projetos de orientação, executados pelo setor de Educação de Trânsito (Educatran), disponível na cidade. Conforme o setor, no próximo ano, o pedestre deve ser novamente incentivado ao bom comportamento. Em outras campanhas, o Educatran já teve o slogan “No trânsito, somos todos pedestres”, como foco. A aposta é de que com a retomada dele, os passos sejam mais atentos. “O pedestre cobra muito mas faz pouco”, dispara Roiek.

Entenda melhor

Neste ano, ambos os municípios trabalharam no incremento dos circuitos semafóricos. A previsão é de aumentar a qualidade da luminosidade e duração, a partir do uso das lâmpadas de led, e a quantidade. Somados, eles são cinco conjuntos, em União da Vitória e Porto União.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!