Mais uma doença é combatida neste mês de dezembro. Começou ontem a mobilização contra o HIV. Os chamamentos à prevenção e para realização do teste rápido ganham evidência ao longo do mês, especialmente aos jovens e idosos. Amanhã a Secretaria de Saúde de União da Vitória vai realizar uma caminhada, com saída às 9h30 em frente da Catedral Sagrado Coração de Jesus, para mobilizar a sociedade a abrir os olhos para essa doença.
Em União da Vitória 94 pessoas estão em tratamento contra a Aids. Contudo esse número pode ser multiplicado por 30, conforme estatísticas do Ministério da Saúde, que apontam certo descaso na busca pelos testes.
Do lado catarinense os números, oficiais, são poucos. Conforme Melania Koczyla, do setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, cerca de 40 pacientes buscam remédios mensalmente na farmácia do Sistema única de Saúde (SUS). Mas assim como União da Vitória Melania garante que a quantidade de pessoas coma a doença é muito maior, contudo, elas não buscam ajuda por falta de conhecimento, medo e até vergonha. “Hoje com o teste rápido é muito fácil saber se é soro positivo ou não e todo o tratamento, para a vida toda, é de graça pelo SUS”, ressalta.
Segundo Marly Terezinha Della Latta, enfermeira chefe do Setor de Epidemiologia de União da Vitória, o teste rápido no município funciona conforme cronograma de cada posto. “As enfermeiras marcam um dia ou dois por semana e nessas datas fazem o exame. No mês de dezembro, devido à campanha, o usuário pode procurar pelo serviço em qualquer dia da semana”, acrescenta.
Faixa etária
As autoridades em saúde pública observam crescimento do número de casos, em dois grupos jovens e idosos. “Temos toda a tecnologia, as informações e distribuição de preservativos, mas talvez o jovem não tenha a devida preocupação na prevenção”, observa Marly. Do lado catarinense adultos são a maioria dos pacientes em tratamento. Recentemente, conforme Melania, uma idosa de 70 anos morreu devido as consequências da Aids.
O fato de exagerar no consumo de bebidas alcoólicas ou outras drogas pode levar ao esquecimento de usar o preservativo, o que é um agravante para contrair a doença. Segundo o Ministério para cada pessoa identificada é cogitada a existência de outras 30, próximas ao aidético, que podem ter contraído a doença e, o crescimento do número de idosos portadores é entendido da mesma forma, falta de preocupação com a prevenção.
Tratamento
Apenas, detectando o quadro clínico é que tem início o tratamento para evitar que o paciente adoeça e seja acometido por doenças ocasionadas pelo baixo nível de defesa do organismo. O tratamento é de prevenção e, se já contraída a Aids, de controle. Uma das prevenções é o teste rápido, especialmente para pessoas que tiveram contato com grupo de risco e detecção precoce da doença.