Usuários pedem mais segurança na rotatória do Batalhão

Local é rota de acesso às rodovias para Santa Catarina e fica na entrada do populoso Bairro Santa Rosa, em Porto União

·
Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

rotatoria-portouniao-transito (1)
Na área urbana, ruas homenageiam os expedicionários Edmundo Arrabar e Eugênio de Almeida. (Foto: Mariana Honesko).

A rotatória é ampla, fica próxima do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado e é o principal acesso às rodovias de Santa Catarina. E é justamente por conta de tanto movimento que o espaço tem sido alvo da reclamação dos moradores da região e, principalmente, dos frequentadores do trecho.

A queixa é contra o trânsito pesado que, na maioria das situações, não respeita quem está a pé ou de bicicleta. “Nos horários de pico é mais complicado. Ninguém para”, confirma o operador de máquinas Vilmar de Matos, que usa o roteiro seis vezes por semana. A moradora Suzana Pacheco, que tem sua casa na lateral da rotatória, compartilha das queixas. Segundo ela, as preferenciais são pouco lembradas e quem está a pé tem dificuldades para uma simples travessia. “Depois das 18 horas é bem mais complicado”, lembra.

rotatoria-portouniao-transito (3)
Por ser ligação com a BR-280, espaço é ocupado especialmente por caminhões de grande porte

Conforme o Departamento de Trânsito de Porto União, o problema é real e não está em uma simples rotatória. Ocorre que, com a recente federalização da BR-280, o trecho que a alcança, a Rua Edmundo Arrabar, passou a ser também da União e responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Por isso, qualquer intervenção municipal é passível de punição.

Assim, colocação de lombadas, de faixas ou até pintura de sinalização, depende de uma ação do Governo Federal. “Até um acidente que ocorra ali, é preciso agora esperar a Polícia Rodoviária Federal de Canoinhas para intervir”, exemplifica o diretor da pasta, César Viganó.

rotatoria-portouniao-transito (2)
Vilmar de Matos usa o espaço todos os dias e reclama da falta de respeito dos motoristas de caminhões

Embora as questões burocráticas não tenham ligação direta com o mau comportamento dos motoristas, elas impedem a execução de planos melhores de orientação e educação. “Sabemos que por lá o desrespeito realmente ocorre. Os caminmhões são maiores e realmente não param”, confirma Viganó. Situação similar enfrenta a comunidade que utiliza a rotatória do trecho da Reunidas. Ali há placa de “pare”, porém, ela segue sendo anulada pela maioria dos motoristas dos veículos de grande porte. “Estamos vendo o que é possível fazer mas entendemos que é um tripé: regulamentação, educação e fiscalização. A gente regulamenta, esperamos que tenha o respeito e que a Polícia fiscalize”, analisa.

Entenda a rotatória

Quatro vias são ligadas na mesma “circunferência”. Cada uma das vias tem duas mãos, uma que leva ao centro de Porto União e outra, à Área Industrial e finalmente, à BR-280. Na área urbana, o trecho respeita seus nomes, ambos, com homenagem aos expedicionários, Edmundo Arrabar e Eugênio de Almeida.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!