Por Mariana Honesko

Em novembro, a segunda etapa de vacinação contra a Febre Aftosa foi realizada em todo o Paraná. Na região de União da Vitória, conforme dados do escritório local da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab), a cobertura garantiu a imunização de 24.950 cabeças de gado, em um total de 97,65% de cobertura.
Em União da Vitória, o índice foi maior e alcançou quase a totalidade. Faltou pouco: foram 99,65%, em um total de 7.797 cabeças de gado. Conforme a equipe da Seab, quem deixou de vacinar o rebanho está sendo fiscalizado e autuado. O processo ocorre dentro de uma operação especial, desencadeada no dia 2 e, por enquanto, sem prazo para terminar.
Entenda a vacinação
Ela começou no dia 1º de novembro e terminou no final do mês. A vacinação no Paraná é obrigatória já que o Estado ainda depende do medicamento para garantir a sanidade animal. É diferente, por exemplo, de Santa Catarina, único estado brasileiro que controla a doença sem a intervenção da vacina. Nesta etapa, todos os animais, bovinos e bubalinos, inclusive os bezerros de poucos dias, deveriam receber o medicamento. Em maio, a vacinação é obrigatória para animais com idade de até 24 meses.
Conforme a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o Estado trabalha com o objetivo de dar condições para a suspensão da vacinação até 2016. Por enquanto, o Paraná é considerado Área Livre de Febre Aftosa Com Vacinação, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Nesta condição, encontram-se ainda outros 23 estados e o Distrito Federal.
Sobre a doença
Écontagiosa, causada por um vírus de rápida multiplicação. Os animais infectados apresentam feridas na boca, nos lábios, nas tetas e nos cascos, além de se afastarem do convívio com os outros animais e terem dificuldades de locomoção e alimentação. Caso um único foco seja identificado, todos os animais da propriedade precisam ser sacrificados e a zona passa a ser controlada.