Tudo no salgante é quase igual ao sal. A não ser por uma diferença fundamental – no lugar do sódio, entra o potássio. O produto, que é vendido há mais de dez anos nos EUA, foi aprovado pela Anvisa neste ano. O preço está longe de ser acessível: um quilo sai por R$ 16,90.
Hoje, 20% da população brasileira tem hipertensão, o que faz do salgante uma boa opção. O produto foi testado por pesquisadores da Unifesp em ratos não-hipertensos e em hipertensos. Depois de uma semana ingerindo salgante, ambos não apresentaram aumento na pressão arterial. Já após uma semana consumindo sal, o aumento na pressão foi significativo.
Apesar de ser uma opção para hipertensos, o produto traz algumas ressalvas na hora do consumo. Isso porque o potássio, se ingerido em excesso, pode ser fatal quando se tem problemas renais. Quando os rins não conseguem eliminar o mineral pela urina, ele se acumula no sangue e pode provocar arritmias cardíacas que levam à morte.
Como um terço dos pacientes hipertensos sofre de insuficiência renal, e o produto não especifica contraindicações na embalagem, é preciso ficar atento à saúde renal antes de trocar o sal pelo salgante.