Estado alerta população sobre proliferação do mosquito da dengue

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Atualizado há 12 anos

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (12) o balanço da situação da dengue no Paraná. Sete municípios estão em situação de epidemia e 107 registram casos da doença, a maioria em cidades das regiões Norte, Noroeste e Oeste. O Estado confirmou 892 casos de dengue nos últimos seis meses, o que significa um aumento de 20,9% em relação ao mesmo período do ano passado, com 187 ocorrências a mais.

As cidades de Itaúna do Sul, Paranapoema, São João do Caiuá, São Pedro do Paraná, Rio Bom, Jataizinho e Rancho Alegre D’Oeste registram uma média acima de 300 casos da doença por 100 mil habitantes, o que determina a situação de epidemia.

Outras seis cidades têm risco médio de infestação: Uraí, Tamboara, Diamante do Norte, Amaporã, Loanda e Iporã. Essas informações estão no levantamento do índice rápido de infestação, realizado em dezembro de 2014 e janeiro de 2015. O estudo é feito em 270 municípios paranaenses, considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue e da Febre Chikungunya.

Diante da avaliação, o Estado alerta a população para eliminar recipientes que acumulam água e que favorecem a proliferação do mosquito transmissor.

“Neste período de chuvas de verão e forte calor nas regiões de maior incidência, devemos aumentar os cuidados para não permitir focos de infestação”, explicou a coordenadora do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.

“Se não houver acúmulo de recipientes que retém água parada, os mosquitos não se reproduzem. Por isso é importante que as pessoas verifiquem semanalmente suas casas e quintais em busca de locais que podem se tornar criadouros”, completa Ivana.

CASOS GRAVES – O 8º boletim epidemiológico da dengue relata a ocorrência de três casos graves, que evoluíram para cura, e confirma a primeira morte pela doença no Paraná no período entre agosto de 2014 e fevereiro deste ano. Exames realizados no Laboratório Central do Estado confirmaram que foi dengue a causa da morte da mulher de 66 anos, que apresentava outras comorbidades e residia em São João do Caiuá.

A Secretaria de Estado da Saúde analisa ainda um caso relatado como suspeito de morte por dengue em Ângulo, no Norte do Estado. A mulher, de 45 anos, morreu no Hospital Cristo Rei, em Astorga, e os primeiros exames realizados foram negativos para a doença. O caso segue em investigação para identificar qual foi a causa da morte.

Os municípios com maior número de casos confirmados são Londrina (100), Itaúna do Sul (86) e São João do Caiuá (62).

Saiba mais sobre o trabalho do governo do Estado em:

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Orientações para evitar criadouros do mosquito transmissor da dengue

– Evitar o acúmulo de lixo e entulhos;

– Deixar sacolas e recipientes com lixo fechados;

– Manter as caixas d’água, galões, tonéis ou tambores sempre vedados;

– Remover a sujeira das calhas e ralos;

– Não deixar pneus com água e em lugares descobertos;

– Deixar garrafas ou baldes com a boca para baixo;

– Verificar bandejas de ar-condicionado e geladeiras mantendo-as limpas e sem água;

– Colocar areia até a borda nos pratos de vasos de flores e plantas;

– Manter vasos sanitários sem uso fechados;

– Tratar a água de piscinas e fontes uma vez por semana;

– Esticar lonas para não formar poças;

– Lavar os recipientes de água dos animais uma vez por semana;

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