SAS na UTI em União da Vitória

Funcionários públicos estaduais de União da Vitória podem ficar sem assistência em saúde

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Atualizado há 12 anos

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Funcionários públicos do estado correm o risco de ficar desprotegidos sem o SAS. (Foto: Jair Piloto Nunes).

Funcionários públicos do Paraná vêm enfrentando um grave problema, que se estende há muito tempo: o Sistema de Assistência à Saúde (SAS) do Governo Estadual. Os estabelecimentos de saúde que são credenciados junto ao Sistema, que desconta uma parcela mensal direto da folha de pagamento do funcionalismo, não atendem mais pelo plano. O motivo? Falta de pagamento por parte do Governo.

Em União da Vitória, funcionários do Estado reclamaram da dificuldade na liberação de exames no SAS. O vereador, Carlos Romeu Bueno, se manifestou e pediu explicações à Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI) de União da Vitória.

SAS na UTI

A resposta da APMI trouxe à tona uma chaga nas relações entre o contratante, ou seja, o governo do Estado do Paraná e a APMI, na condição de contratada. Antônia Donadel Bilinski, responsável pelo SAS em União da Vitória, respondeu por escrito pontuando as dificuldades da manutenção do contrato para o vereador Carlos Romeu Bueno, que também é professor concursado do Estado.

No ofício, Antônia diz que desde o início do contrato, em março de 2005, o Governo atrasa os pagamentos, mas até o final do ano passado, os atrasos não passavam de 30 dias. Mesmo assim, seguindo o ofício, a APMI assumia as obrigações perante os prestadores de serviço.

No entanto a representante do hospital disse que o SAS suspendeu os pagamentos desde o mês de dezembro do ano passado. Contudo a APMI está sustentando o cumprimento das obrigações contratuais com o Sistema, a duras penas, efetuando o pagamento dos prestadores de serviço, materiais, medicamentos, comprometendo não só o atendimento ao SAS, mas a manutenção do próprio hospital.

Reflexos no atendimento

A APMI esclarece no documento que se limitou a enquadrar no sistema de atendimento, somente casos de urgência, ou corre o risco de inviabilizar de vez e por completo a prestação de serviços. Para piorar, o vereador descobriu que o atendimento ao SAS em todo o Estado foi suspenso. Ou quase todo: somente Curitiba, União da Vitória e Londrina ainda resistem à situação pré falimentar do Sistema de Assistência à Saúde do Paraná.

O vereador disse que enviou expediente pedindo a imediata restauração do SAS para atender aos funcionários públicos do Estado, já que o desconto em folha continua vindo normalmente. Mesmo contra a vontade, a APMI pode também suspender o atendimento ao SAS, caso o Governo não pague os atrasados e regularize os repasses.

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