Moradores da BR-280 lotam plenário em Porto União

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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Comunidade que mora e trabalha na 280 comparece à sessão

Revoltados com as constantes multas que vem se acumulando nos capôs dos veículos, moradores e trabalhadores dos cerca de três quilômetros agora federalizados da Avenida Edmundo Arrabar, lotaram na noite de terça-feira, 31, o plenário da Câmara de Vereadores de Porto União. Assim, a tônica da sessão ordinária foi pautada pelas críticas da comunidade às ações decorrentes da federalização do trecho.

A comerciante Joslaine de Fátima Balboeno reuniu os vizinhos em prol da causa. “Você não consegue estacionar nem de um lado nem de outro. A minha pergunta é: onde estacionar?”, questiona. Segundo Joslaine, por conta da imposição da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que agora cuida do trecho, o movimento já caiu nos pequenos estabelecimentos que ocupam às margens. Reinaldo Weber, que tem uma chapeação na 280, também foi à Câmara pedir solução. “A polícia tem multado todo mundo. Você não pode nem parar o carro que já toma multa”, diz. “Estacionou ali, entre a ciclovia e a BR, está multado”, completa.

Joslaine, Reinaldo e sua esposa, endossam o abaixo-assinado organizado pelo vereador Sandro Calikoski, a pedido da comunidade. O documento será apresentado na segunda-feira, 6, por Calikoski, e pelos vereadores Alceu Jung, Almir Borine e Paulo Kovalski, em Mafra, ao comando da PRF. Os quatro vereadores, bem como três representantes dos moradores e comerciantes da 280, endossam a comissão formada na reunião de terça que terá o assunto como meta, até o seu fim.

Em pauta

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Abaixo-assinado reúne assinaturas de quem exige respostas

No plenário, os vereadores que fizeram uso da palavra defenderam, novamente, assuntos envolvidos à melhoria de trechos rodoviários. Foi o caso do pronunciamento de Gildo Masselai. Tecendo críticas ao governo de Raimundo Colombo, questionou a obra de reparo na SC-135, entre Porto União e Caçador. “Não entendo como uma obra de seis, sete quilômetros, pode custar R$ 10 milhões e ter ainda um aditivo de R$ 3 milhões?”, indagou.

Em discussão, para votação e redação final, estiveram na mesa, ainda, os processos de convênio de cooperação técnica e financeira entre a prefeitura e a Associação Empresarial (Acipu), e, outro convênio, de novo entre a prefeitura e a Associação dos Aquicultores do Vale do Iguaçu (Ecopeixe). Por conta de ajustes burocráticos, apenas o convênio com a Acipu foi assinado. Ele garante o repasse de R$ 15 mil para a manutenção das entidades que funcionam no Centro Empresarial da cidade.

Entenda o trecho em questão

O Comércio mostrou o problema em edição do começo do mês de março. Conforme a reportagem, desde a federalização da rodovia, há pouco mais de um ano, muita coisa mudou. Além da sigla, a gestão, por exemplo. Antes assistida pelo governo de estado, a rodovia passou a ser responsabilidade do Governo Federal.

Embora positiva, a federalização do trecho avançou um pouco demais. É o caso do local onde moram os moradores que reivindicaram na Câmara. Os cerca de três quilômetros de perímetro urbano, entre o 5º Batalhão e a ponte do Pintado, no Bairro Santa Rosa, também passaram a ser de responsabilidade do Governo Federal.

Ocorre que, por conta disso, toda e qualquer ocorrência na malha asfáltica precisa ser socorrida pelo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na região, a unidade mais próxima fica em Canoinhas, há 77 quilômetros de Porto União. Além disso, como sinaliza a comunidade, a PRF tem multado com frequência quem estaciona às margens da rodovia. O detalhe é que ao longo de todo o trecho, não há qualquer indicação de proibição da manobra. Quem estaciona, portanto, corre o risco de ser autuado pela PRF.

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