Luta para retirar cadeia do centro de União da Vitória esfria

Cadeia chegou a ser interditada pela justiça

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Atualizado há 12 anos

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(Foto: Jair Piloto Nunes).

Os esforços para retirar do centro de União da Vitória o cadeião da 4ª SDP estão parados. A cadeia é uma afronta à população local. Como se fosse um presídio (mas não é), faz divisa com o Terminal Rodoviário Interestadual Aníbal Khury, com o Sesi, o Clube Ferroviário, o Clube Ucraniano e um posto de combustíveis.

O Juiz Corregedor dos Presídios da Comarca de União da Vitória, Mário Dittrich Bilieri, a partir de representação formulada pelo Ministério Público do Estado do Paraná, determinou a interdição da Cadeia Pública local no dia 8 de março de 2013. A notícia chegou a ser comemorada pela Polícia Civil de União da Vitória e por vários setores da sociedade, contrários à utilização das celas correcionais da 4ª SDP como cadeia pública, onde os detentos cumpriam pena.

No entanto, a sentença judicial nunca foi cumprida. O procurador do Estado do Paraná, Marcos Vinícios Lopes da Silva disse na oportunidade que o ato do Judiciário local foi administrativo e que a procuradoria iria atacar também na esfera administrativa, junto à Corregedoria Geral de Justiça para travar o processo. O procurador afirmou na ocasião que a decisão judicial era frágil e inócua, uma vez que a autoridade judicial mandou remover os detentos, mas não ofereceu nenhuma solução. Ele afirmou ainda que o Estado tem déficit de vagas para detentos.

A bomba relógio

A cadeia da 4ª SDP foi  palco de algumas fugas, dezenas de tentativas e muitas rebeliões dos detentos pedindo melhores condições no local. O ex-delegado chefe, André Vilela, que deixou a 4ª SDP no início desta semana, disse que a Polícia Civil poderia trabalhar muito melhor sem a obrigação de atender os detentos 24 horas por dia. Desde a última investida, surgiram soluções paliativas, mas nenhuma iniciativa de tirar a cadeia do local.

cadeia-uniaodavitoria-seguranca3Em fevereiro de 2014 o terreno usado como depósito de veículos apreendidos pela Polícia e onde seria construído um solário, guaritas de vigilância e aumentadas as dimensões das celas da cadeia da 4ª SDP, chegou a ser desobstruído e limpo. A ideia surgiu depois que o Estado desistiu de construir um presídio em União da Vitória.

Uma série de acontecimentos na escrituração de dois terrenos contribuiu para que o presídio não fosse implantado. Para completar, o município não queria um presídio de regime semiaberto. A cadeia da 4ª SDP está superlotada e em condições precárias, oferecendo risco à saúde dos detentos e à segurança da comunidade da área central e de toda União da Vitória.

Mesmo não sendo competência do município a guarda de presos, o prefeito conversou com o deputado (até então estadual), Valdir Rossoni, representante político da região, que se comprometeu em conseguir a verba para a construção de um solário com guaritas de vigilância. Até hoje não se tem informação de nenhum recurso destinado para tal fim. E por último as forças contrárias a permanência da 4ª SDP no centro da cidade se resignaram e não se falou mais no assunto.

A luta no oeste

Cascavel tem o mesmo problema que União da Vitória: uma cadeia superlotada no centro da cidade. Desde 2011 as lideranças políticas daquela região lutam para retirar o cadeião da 15ª SDP do centro de Cascavel e utilizar o espaço para ampliar o Colégio Wilson Jofre. O deputado estadual Paranhos (PSC) luta por um mini presidio e a consequente desativação da cadeia da 15ª SDP. “Essa deveria ser a principal obra de qualquer governo: abrir escolas e fechar presídios”, disse o deputado que está apresentando mais um projeto para remover o cadeião do centro de Cascavel.

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