
A tabela de preços definida por lei é uma preocupação em União da Vitória. De acordo com taxistas ouvidos pela reportagem de O Comércio a tabela não sofre qualquer reajuste há mais de dois anos. “Com esses aumentos de combustíveis, não compensa mais seguir a tabela”, disse um taxista. Mesmo assim os motoristas dizem que é melhor seguir a tabela do que implantar os taxímetros. “Pela lei o taxímetro só pode ser acionado quando o passageiro embarca. Se a corrida foi solicitada no Cristo Rei, por exemplo, o consumidor não paga pelo deslocamento do táxi até o local de origem da corrida”, explica outro profissional. O taxímetro foi abolido durante a primeira gestão do prefeito Pedro Ivo Ilkiv (1997-2000).
Segundo o setor de Tributação, não existe nenhuma tabela definida pela prefeitura sendo praticada em Porto União. A definição de uma tabela com preços praticados deve surgir a partir de um entendimento entre os profissionais da área e a prefeitura. No entanto esse entendimento ainda não aconteceu.
Já em União da Vitória o problema, segundo os taxistas, é a defasagem da tabela, que também não é reajustada. De acordo com Delunir Estoquero, da Secretaria de Planejamento de União da Vitória, a recomposição da tabela depende do interesse dos próprios taxistas. “Eles têm de fazer uma comissão e discutir isso com a prefeitura”, explicou.
Como é o serviço em outros municípios
Outros municípios da região também oferecem serviços de táxi e transporte de passageiros, por vans e veículos especiais. Em Irati, que tem 59.339 habitantes, existem nove pontos de táxi, sendo dois no interior, e 47 veículos em atividade. Em Pato Branco, com 78.136 habitantes, existem nove locais sinalizados verticalmente e horizontalmente com 45 táxis legalizados (alvarás emitidos). Guarapuava, que tem 176.973 habitantes, possui 11 pontos de táxi espalhados pela cidade. Ao todo são 116 taxistas em atividade. Das três cidades consultadas, apenas Guarapuava está implantando sinalização padrão e cor oficial em sua frota de táxis.
Como reclamar do serviço
Como não existe tabela de preços sendo praticadas, as prefeituras se isentam das reclamações. Mesmo com o potencial turístico das Cidades Irmãs, a regulamentação do serviço de táxi, a fiscalização da padronização de sinais identificadores e cores dos automóveis, foram deixados temporariamente de lado. Em alguns casos nem mesmo o ano de fabricação do veículo é observado. Não se pode generalizar a questão, tendo em vista que os problemas são pontuais. Com a falta de fiscais atuando nos dois municípios, sobrou para os Procons averiguar eventuais denúncias de abusos de cobrança de preços abusivos.