
O Estádio da Vila Capanema ficou lotado de professores pela segunda vez ontem. A pauta foi a mesma que em fevereiro: encerrar ou não com a greve. E os educadores da rede estadual decidiram por unanimidade que a greve vai, sim, continuar.
As reivindicações, agora, vão além da mudança de pagamento no sistema previdenciário dos servidores públicos, o Paranaprevidência. Professores pedem reajuste salarial de 13,1%, com pagamento retroativo à data-base de 2014 – previsto para ser repassado no dia 30 de abril – novo concurso público e melhores condições de trabalho. Essas discussões já foram feitas lá no início do ano, quando os professores pararam por cerca de 40 dias. No entanto elas não foram aplicadas, segundo a APP-Sindicato, mesmo após acordo com o Governo do Estado.
O Governo até anunciou que os professores em greve teriam os dias não trabalhados descontados do pagamento, mas a APP-Sindicato recorreu e escritórios do interior emitiram um apelo aos diretores para que se solidarizem com os professores em greve, e que não repassem seus nomes para os núcleos de educação.
Aqui em União da Vitória a situação é igual. No início da semana foi publicado um documento apelo. Nele os educadores lembram o dia 29 de abril como o principal motivo para que diretores não listem os nomes dos grevistas.
Ainda relembrando o confronto do Centro Cívico em Curitiba vários manifestantes voltaram ontem para a capital e se juntaram em uma caminhada que reuniu mais de 15 mil pessoas.
Conforme informações da BBC Brasil, um pouco antes da caminhada os professores desenharam no chão figuras representando os 213 professores que, segundo a prefeitura municipal, foram feridos durante o protesto da última quarta-feira.





