
A eliminação do mosquito que transmite a dengue depende de uma série de uniões. Ocorre que, nem mesmo diante de uma crise, como vive o Brasil e seus alarmantes números de focos e doentes, nem tudo parece dar certo. Este é o caso, por exemplo, do que ocorre nos cemitérios.
Em União da Vitória, pelo menos quatro deles são visitados quinzenalmente. São considerados pontos estratégicos e por conta do risco, sondados com atenção pelos agentes. A ação é capitaneada pela Vigilância Sanitária (Visa). Mesmo assim, o encontro de larvas não é incomum. Neste ano mesmo, segundo o agente de endemias da Visa, Wagner de Moura Santos, o foco foi diagnosticado no Cemitério Municipal. “Acho que o problema maior é que o pessoal não cuida muito. Tem coisas que nós podemos checar, mas outras dependem da comunidade”, avalia.
A visitação diária e a troca de flores e potes, por exemplo, também quase todos os dias, dificultam as estratégias. “Coletores de velas, flores com gesso até a metade, que permite acúmulo de água e até o papel que as plantas vêm, podem acumular água”, explica. Aquela popular e batida orientação, de areia nos potes, por exemplo, parece nem sempre ser seguida à risca e o resultado, pode ser catastrófico.
Militares ajudam no combate em Porto União

Na cidade vizinha, as ações têm caráter mais ofensivo. Na segunda-feira entrou em ação o mutirão de combate à Dengue no município. Nos próximos dias a força-tarefa cruza os trilhos e também percorre a área urbana de União da Vitória. Neste início de semana, as ações foram concentradas no Bairro São Pedro.
Durante toda a tarde, equipes da prefeitura, apoiadas por 30 militares do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado (5º BEC/Blindado) e da Ecovale, percorreram ruas, terrenos baldios, recolheram lixo e orientaram pessoalmente a comunidade. “A população está com mais consciência, está colaborando com o trabalho”, comemorou Ocimar Olivetti, da Vigilância Ambiental. “Assim vamos evitar que a doença nunca se instale na nossa cidade”, completa.
Assim que o trabalho no São Pedro for concluído, o Santa Rosa, o centro e o São Bernardo, recebem a visita do mutirão.
Separação irregular de lixo preocupa vizinhos
Denúncia enviada pelos moradores ao jornal O Comércio questiona o estilo de separação reciclável aplicado em uma residência na Rua Conselheiro Mafra, em Porto União. Segundo a comunidade, não é o trabalho o que preocupa, antes, o acúmulo de lixo e, possivelmente, de água. Logo, o temor pela Dengue, e outras doenças, é natural.
A equipe da Vigilância Ambiental tranquiliza a vizinhança: segundo o grupo, uma visita ao local já ocorreu e uma nova, para checar as mudanças sugeridas, ocorre novamente, provavelmente nesta semana. Conforme o setor, de fato, espaços assim são propícios para a transmissão de doenças e “lar” da Dengue.
Sintomas da Dengue
Diagnosticar a dengue com rapidez é uma das chaves para combater a doença com maior eficácia. O primeiro passo para isso é conhecer como a infecção se manifesta. Se os sintomas forem reconhecidos, é fundamental procurar um médico o mais rápido possível. Em geral, a doença tem evolução rápida. Por isso, saber antes pode fazer a diferença entre a ocorrência de um mal menor e consequências mais graves, principalmente no caso de crianças.
Todos os quatro tipos da Dengue, DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4, causam os mesmos sintomas. Os principais “sinais de alerta” da doença são dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento. O período crítico da doença é quando a febre diminui. Se ela passar e o paciente tiver muita dor na barriga, ele está num estado grave mesmo sem sangramento.