Vigilância Sanitária interdita bica d’água na BR-476

Contaminação é por coliformes fecais. Vigilância alerta para uso indevido da água

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Atualizado há 11 anos

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“Maior parte das bicas está contaminada”, diz coordenador da Vigilância Sanitária. Setor pede que população respeite os avisos de interdição. (Foto: Bruna Kobus).

Nesta semana o escritório da Vigilância Sanitária de União da Vitória recebeu os resultados das últimas coletas em fontes de capitação de água pública, as chamadas bicas d’água. Com os laudos em mãos, o diretor do departamento, Erli Daniel da Silva, alertou para o risco do uso indevido da água. Segundo ele as bicas próximas à entrada da Casa de Formação e Hospital Regional – ambas na BR-476 – estão interditadas para consumo humano. Por lá a contaminação é por coliformes fecais. “São bactérias do trato intestinal de animal de sangue quente, ou seja, fezes. Pode ser de vaca ou até cachorro ou gato”, explica.

O monitoramento da potabilidade da água é feito quinzenalmente. Um grupo da Vigilância vai até à fonte de água – aproximadamente 25 no município – faz a coleta e envia para um centro de análises no campus da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) aqui em União da Vitória. A proximidade agiliza o processo de conclusão do laudo, que antes tinha de ser emitido por um órgão em Curitiba. A coleta faz parte do programa nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiágua), que trabalha em conjunto com outro serviço do Governo Federal, o Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua).

Nesse programa além de monitoramentos em poços artesianos, fontes nascentes e poços rasos – entre dois e três metros de profundidade – o grupo também coleta amostras dos “fins de rede” da Sanepar. “A intenção é fazer o monitoramento para saber o que o pessoal está bebendo, se é potável ou não”, comenta. “Pois contaminação de bicas d’água é um problema da ordem de Saúde Pública”, alerta Erli.

bica-interdiXXXXo-saude2Nas bicas contaminadas da BR-476, placas de interdição serão fixadas. Outra medida adotada pelos agentes da Vigilância será a retirada permanente de uma das torneiras que estão nas fontes. “Por ali não adianta mais deixar livre para o uso público. Já estamos fazendo análises há muito tempo e todas dão resultados insatisfatórios”, conta. Os canos por onde correm a água também serão bloqueados. “Infelizmente a maioria das bicas está contaminada”, lembra.

No entanto, nem mesmo a placa proibindo a utilização da água impede a ação da população. “Há algum tempo interditamos uma bica na entrada do Bairro Cristo Rei, perto de uma escola. Voltamos lá e no outro dia a placa já tinha sido retirada. Hoje ela já está própria para uso”, conta. “O pessoal reclama, diz que a gente quer que só tomem água da Sanepar e não é isso, não queremos que as pessoas se contaminem”, rebate.

O diagnóstico por contaminação é mais comum entre crianças e idosos. Nesses dois grupos o sistema imunológico é instável, ora baixo ora alto, o que favorece a contaminação.

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