A volta da democracia em Bituruna

Claudinei de Paula Castilho é eleito prefeito em eleição limpa e transparente

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Atualizado há 11 anos

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Claudinei de Paula Castilho e Rodrigo Marcante foram eleitos com 3401 votos

Depois de ter oito prefeitos em quatro anos (2010-2014), o município de Bituruna finalmente recolocou os pés na democracia. O prefeito interino, Claudinei de Paula Castilho (PSDB), conhecido como Neguinho da Escotel, venceu as eleições suplementares e vai governar o município até o final do ano que vem.

Castilho obteve 4.195 votos, ou 49,27% dos votos válidos. Já o candidato Vilmar Isoton (PMDB) foi votado por 3.366 eleitores e somou 39,53% dos votos válidos. E por fim o candidato Ângelo Masiero Netto (PSB) somou 954 votos, o que dá 11,2%. Os votos brancos somaram 366 e os nulos 628. O índice de abstenção foi de 25% dos 12.545 eleitores de Bituruna.

A campanha foi curta e marcada pela tranquilidade, mas algumas mudanças ocorreram na reta final do pleito. Seis dias antes das eleições dois candidatos tiveram seus registros impugnados pela Justiça Eleitoral da 153ª Zona Eleitoral. A chapa “Mudança já”, que tinha como candidato o empresário Remi Girotto, sofreu um revés. Girotto teve o registro de candidatura negado, por estar inelegível e foi substituído por Angelo Mazieiro Neto.

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Carlos Eduardo Mattioli Kockanny

Outro problema aconteceu na chapa encabeçada por Vilmar Isoton, do PMDB. Seu candidato a vice Aurélio Sandi, teve registro negado por não ter filiação comprovada superior a um ano, como exige a lei eleitoral. O petista foi substituído por Altemir Novacoski.

As mudanças não influenciaram no resultado das eleições, já que Claudinei aparecia como vitorioso em todas as sondagens não oficiais que as coligações usavam para controle interno.

A prestação de contas dos candidatos deve ser apresentada no Fórum Eleitoral até o dia 22 de maio. O resultado da análise das contas deve sair em até três dias antes da diplomação dos vencedores. Claudinei de Paula Castilho e seu vice, Rodrigo Marcante serão diplomados até o dia 5 de junho. O prefeito eleito deverá administrar o município por 19 meses, até o final de 2016.

Quem é o prefeito eleito

Castilho foi eleito presidente da Câmara Municipal, e por consequência, prefeito interino do município. O vencedor da disputa, segundo a Justiça Eleitoral, cumpre mandato até 31 de dezembro de 2016. Claudinei de Paula Castilho, mais conhecido como Neguinho da Escotel, é natural de Bituruna, advogado e contador, casado com Adriana Nhoatto e tem dois filhos, Joaquim e Clara. Sempre participou ativamente das causas sociais, exercendo cargos em diversas instituições. Entre elas já foi presidente da Associação dos Acadêmicos Paulo Freire e presidente da CDL, além de participar das diretorias da APAE e Associações de Moradores, entre outras. Se candidatou pela primeira vez a um cargo eletivo nas eleições de 2012, sendo eleito vereador com 631 votos (6,14% dos votos válidos).

Imagem arranhada

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Multidão ouviu atentamente o discurso da vitória

A imagem arranhada da política biturunense começou a ser redesenhada com as eleições de domingo. Ao todo foram oito prefeitos até a confirmação da vitória de Claudinei de Paula Castilho. Os prefeitos que passaram no período foram: Remi Ransolin (2009-2011), Eduardo Ribas Conrado (2011), Rodrigo Rossoni (2011-2012), Pedro Vicente Boese Padilha (2012), Carlos Roberto de Oliveira Silveira (2012), Catiane Rossoni (2012), José Laurentino de Lara Ribas (2014) e Claudinei de Paula Castilho (2015).

O prefeito eleito em 2008, Remi Ransolin (PTB), foi cassado pela Justiça Eleitoral porque teve as contas reprovadas entre os anos de 2001 e 2004. Em 2011, o prefeito Rodrigo Rossoni teve o mandato cassado por abuso do poder econômico, fato negado até hoje pelo comitê de campanha do então candidato.

Nas eleições de 2012, Catiane Andrioli Nhoatto Rossoni foi eleita pelo voto, mas segundo a Justiça Eleitoral Catiane não cumpriu o mandato porque teve seu pedido de registro da candidatura indeferido. Segundo sentença confirmatória do TRE, a filiação partidária de Catiane não foi comprovada em tempo hábil.

A volta por cima

O grande responsável pelo sucesso desta eleição é o Juiz Eleitoral Carlos Eduardo Mattioli Kockanny, que presidiu a eleição e traçou uma operação que beirou a perfeição. Dezenas de fiscais da Justiça Eleitoral, policiamento reforçado e muita conversa franca com os candidatos. Desta receita saiu uma festa da democracia. Os funcionários, muito bem treinados, deram um show de competência.

O presidente estadual do PSDB, o deputado federal Valdir Rossoni, que é natural de Bituruna, reconheceu o trabalho de Kockanny e de todos os agentes da 153ª Zona Eleitoral. “Se não fosse o Mattioli, não estaríamos nesta festa democrática”, reconheceu Rossoni.

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