Ingresso da primeira infância nas salas de aula inicia aos três anos de idade

Os dados são da secretária de Educação de União da Vitória

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Atualizado há 14 anos

Claudete e a filha Vitória Gabrielli. (Foto: Wannessa Stenzel)

A pré-escola é melhor para o desenvolvimento da criança do que ficar em casa? A moradora de União da Vitória, Claudete Rapukna, acredita que deve haver o meio termo entre a pré-escola e a casa, ou seja, a criança deve sentir a presença dos pais aliada a interação escolar.

Por decisão própria Claudete resolveu passar mais tempo ao lado da filha Vitória Gabrilli. A menina com cinco anos de idade ainda não foi matriculada na pré-escola.

Segundo a mãe, no ano que vem ela inicia a sua fase escolar. Embora trabalhe em casa de família, Claudete organiza os ponteiros do relógio para aliar a vida de mãe e de profissional. “Para os pais que trabalham a creche é uma segurança sim!”, admite.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), publicada em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que somente 30,8% das crianças brasileiras de zero a 4 anos frequentam creches ou pré-escola.

O atraso na área fica evidente quando o Brasil é comparado com nações desenvolvidas. Entre os países membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em sua maioria europeus, a porcentagem de crianças com 4 anos na pré-escola é de 81%. Considerando apenas essa idade, o índice brasileiro não passa de 55%, segundo a própria OCDE.

Em União da Vitória
A secretária de Educação de União da Vitória, Marli Brugnago, revela que o ingresso da primeira infância nas salas de aula, em sua maioria, inicia aos três anos de idade. O fato é que esta faixa etária tem dificuldade de falta de vagas na cidade que dispõem de 14 Centros de Educação Infantil. “O número de crianças para ocuparem as vagas é limitado. Tem crianças que necessitam passar de dez a doze horas diárias na creche”. Segundo a secretaria, é nesta fase da vida que o ser humano tem o maior potencial de aprendizagem. As consequências do desenvolvimento infantil são percebidas até a idade adulta.

Na faixa etária entre quatro e cinco anos a secretária explica que a demanda é bem menor. Vale dizer que crianças nesta faixa etária estão fora da sala de aula por não ser obrigatória a sua matrícula.

Preocupação tardia
A preocupação tardia do país com a instrução na primeira infância é uma das causas para a dificuldade do poder público em suprir a demanda na área. Segundo a professora do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) Neide Capeletti, até a década de 80 a educação infantil era vista como uma atividade vinculada à assistência social e não propriamente à educação.

Ela explica que somente após a Constituição de 1988 é que se passou a entender a educação infantil como responsabilidade do Estado. Ainda assim, as redes de creches municipais só se popularizaram depois da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996.

Fonte: gazetadopovo.com. br

Plano Nacional de Educação
Para o país cumprir a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (matricular todas as crianças de 4 e 5 anos na rede pré-escolar, seja pública ou privada, até 2016), o governo federal têm previstos investimentos no setor para auxiliar os municípios. Em agosto foi anunciada a intenção de se construir 6 mil novas escolas de educação infantil até 2014. Dessas, cerca de 3 mil já estariam com os projetos aprovados.

 

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