Rede Mãe Paranaense reforça prevenção da mortalidade materna

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Atualizado há 11 anos

Centro Mãe Paranaense em Jacarezinho atende aproximadamente 180 gestantes de 22 municípios. Janaina Maximino Bicudo, 27 anos, mãe das gêmeas Isadora e Isabelly. Foto: Venilton Küchler/SESA
Centro Mãe Paranaense em Jacarezinho atende aproximadamente 180 gestantes de 22 municípios. Janaina Maximino Bicudo, 27 anos, mãe das gêmeas Isadora e Isabelly.
Foto: Venilton Küchler/SESA

Com base no trabalho de investigação realizado pelo Comitê Estadual de Mortalidade Materna, o Governo do Paraná está reforçando as ações de prevenção para evitar a morte de mulheres em decorrência da gestação. O objetivo é investir na capacitação dos profissionais da Rede Mãe Paranaense, possibilitando uma intervenção imediata frente às duas principais causas de morte materna no Estado: a hemorragia pós-parto e a hipertensão arterial.

Dados do comitê mostram que 33% das mortes maternas registradas no Paraná, em 2013, estavam relacionadas a uma dessas causas. Segundo a enfermeira Eliana Portella Carzino, da direção colegiada do comitê, os números apontam onde está o problema e servem de subsídio para que o poder público desenvolva estratégias para qualificar a assistência de mães e bebês antes, durante e após o parto.

“É preciso que os profissionais de saúde fiquem atentos especialmente às gestantes hipertensas e também àquelas que apresentam grandes sangramentos após o parto. Só assim o Estado conseguirá reduzir ainda mais os índices de mortalidade materna”, recomendou.

AVANÇOS – Desde o lançamento da Rede Mãe Paranaense, em 2012, este índice caiu cerca de 40%. Isso significa que mais de 100 mulheres deixaram de morrer por conta de complicações relacionadas à gravidez. Esta é a maior redução já identificada na história do Paraná.

Segundo a superintendente de Atenção à Saúde, Márcia Huçulak, os bons resultados são fruto de um amplo processo de reestruturação da política de atenção materno-infantil em todas as regiões do Paraná.

“Os últimos quatro anos serviram para que reorganizássemos a rede pública de saúde, propondo um novo modelo de atendimento, fortalecendo estruturas físicas, capacitando profissionais e incorporando novas tecnologias. Agora temos o desafio de aprimorar o que está sendo feito e salvar cada vez mais vidas”, explicou a superintendente.

ORIENTAÇÃO – Presente em todas as fases de implantação da Rede Mãe Paranaense, a educação permanente dos profissionais de saúde também tem papel fundamental no reforço das ações preventivas contra mortes maternas. Além da linha-guia, que orienta a conduta dos profissionais na atenção materno-infantil, a Secretaria da Saúde produziu um cartaz que estabelece todo o fluxo de atendimento a casos de hemorragia pós-parto.

O material, concebido inicialmente pelo Comitê de Mortalidade Materna, está sendo disponibilizado para todos os hospitais e maternidades vinculados à Rede Mãe Paranaense. Ele foi apresentado na última semana, durante videoconferência que tratou sobre o tema com as equipes das regionais de saúde.

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