FAEP critica bloqueio no Orçamento de 2026 e alerta para impactos no agro

FAEP critica bloqueio no Orçamento de 2026 e alerta para impactos no agro

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Atualizado há 6 meses

O Sistema FAEP criticou o bloqueio no Orçamento de 2026 promovido pelo Governo Federal, que retirou R$ 1,6 bilhão das contas públicas após a projeção de despesas ultrapassar o limite previsto pelo arcabouço fiscal. Entre os ministérios atingidos, o da Agricultura e Pecuária teve R$ 124,1 milhões bloqueados.

Para a entidade, a medida volta a atingir diretamente o setor agropecuário, que tem sustentado o superávit da balança comercial brasileira nos últimos anos. O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que o corte evidencia descontrole nos gastos públicos e pode deixar milhares de produtores rurais sem respaldo.

Foto: Divulgação/FAEP SENAR
Foto: Divulgação/FAEP SENAR

Reflexos no campo

Segundo Meneguette, o bloqueio no Orçamento de 2026 deve afetar políticas públicas consideradas essenciais para o meio rural. A principal preocupação está na falta de segurança para programas que garantem proteção ao produtor, especialmente em períodos de perdas provocadas por eventos climáticos.

A avaliação da FAEP ganha ainda mais peso diante do histórico recente. Em 31 de dezembro de 2025, o governo federal publicou a Lei 15.321, que definiu as diretrizes da LDO de 2026. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou trechos que impediam o contingenciamento de despesas com a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Com isso, o setor passou a conviver com a possibilidade de redução de recursos para uma ferramenta vista como estratégica para agricultores em todo o país.

Pedido para o Plano Safra

No mês passado, o Sistema FAEP e outras entidades do agronegócio paranaense encaminharam um documento solicitando R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/27. Desse total, o pedido inclui R$ 4 bilhões para reforçar o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural.

A proposta também defende uma subvenção diferenciada para culturas predominantes em cada região, como soja, milho e trigo, justamente por serem mais expostas a perdas causadas por intempéries climáticas.

Para a FAEP, o governo federal precisa tratar com mais prioridade o agro e os instrumentos de proteção ao produtor. A entidade alerta que o seguro rural é decisivo para reduzir prejuízos no campo e garantir maior estabilidade diante dos desafios climáticos cada vez mais frequentes.

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