O combate ao greening no Paraná ganhou reforço com a publicação de uma nova portaria da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A medida estabelece regras mais rígidas para prevenção, controle e contenção da doença, considerada a maior ameaça à citricultura estadual.
A iniciativa atende a uma exigência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que determinou a criação de planos de contingência nos estados. No Paraná, o setor é estratégico: a citricultura representa mais de 60% da produção de frutas.

Doença sem cura exige vigilância
Causado por uma bactéria e transmitido por um inseto, o greening não tem cura e pode levar à morte das plantas. Por isso, o monitoramento constante e a eliminação de exemplares contaminados são considerados essenciais para conter o avanço da doença.
A preocupação cresce diante da rápida disseminação. Mesmo áreas sem sintomas podem ser contaminadas em pouco tempo por pomares vizinhos infectados, o que exige atenção redobrada dos produtores.

Novas obrigações no campo
As novas regras do greening no Paraná impõem uma série de exigências aos produtores, como cadastro de propriedades, inspeções periódicas, controle do inseto transmissor e envio de relatórios semestrais.
Outro ponto importante é a eliminação obrigatória de plantas com sintomas, seguindo prazos definidos de acordo com a idade do pomar. A medida busca reduzir focos da doença e evitar sua propagação.

Esforço coletivo é essencial
Produtores e entidades do setor reforçam que o combate ao greening no Paraná depende de ação conjunta. A eliminação rápida de plantas doentes e o manejo adequado são fundamentais para preservar áreas saudáveis e garantir a continuidade da produção.
Casos registrados em diferentes regiões mostram que a doença já causa prejuízos significativos, incluindo a necessidade de erradicação completa de pomares.
A nova portaria também fortalece ações integradas entre governo, produtores e instituições, ampliando a vigilância e o controle da doença em todo o Estado.