Greening no Paraná: novas regras endurecem combate à doença

Novas regras do greening exigem controle rigoroso e ação imediata dos produtores rurais

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Atualizado há 5 meses

O combate ao greening no Paraná ganhou reforço com a publicação de uma nova portaria da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A medida estabelece regras mais rígidas para prevenção, controle e contenção da doença, considerada a maior ameaça à citricultura estadual.

A iniciativa atende a uma exigência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que determinou a criação de planos de contingência nos estados. No Paraná, o setor é estratégico: a citricultura representa mais de 60% da produção de frutas.

Foto: Divulgação/FAEP Senar
Foto: Divulgação/FAEP Senar

Doença sem cura exige vigilância

Causado por uma bactéria e transmitido por um inseto, o greening não tem cura e pode levar à morte das plantas. Por isso, o monitoramento constante e a eliminação de exemplares contaminados são considerados essenciais para conter o avanço da doença.

A preocupação cresce diante da rápida disseminação. Mesmo áreas sem sintomas podem ser contaminadas em pouco tempo por pomares vizinhos infectados, o que exige atenção redobrada dos produtores.

Foto: Divulgação/FAEP Senar
Foto: Divulgação/FAEP Senar

Novas obrigações no campo

As novas regras do greening no Paraná impõem uma série de exigências aos produtores, como cadastro de propriedades, inspeções periódicas, controle do inseto transmissor e envio de relatórios semestrais.

Outro ponto importante é a eliminação obrigatória de plantas com sintomas, seguindo prazos definidos de acordo com a idade do pomar. A medida busca reduzir focos da doença e evitar sua propagação.

Foto: Divulgação/FAEP Senar
Foto: Divulgação/FAEP Senar

Esforço coletivo é essencial

Produtores e entidades do setor reforçam que o combate ao greening no Paraná depende de ação conjunta. A eliminação rápida de plantas doentes e o manejo adequado são fundamentais para preservar áreas saudáveis e garantir a continuidade da produção.

Casos registrados em diferentes regiões mostram que a doença já causa prejuízos significativos, incluindo a necessidade de erradicação completa de pomares.

A nova portaria também fortalece ações integradas entre governo, produtores e instituições, ampliando a vigilância e o controle da doença em todo o Estado.

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