O indicativo de greve na Adapar protocolado nesta terça-feira (7) pelo Sindicato dos Servidores da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Sindefesa-PR) acendeu um alerta em todo o setor agropecuário. A paralisação pode começar já na sexta-feira (10), caso não haja avanço nas negociações com o governo estadual sobre a reestruturação das carreiras da entidade.
A possível greve na Adapar envolve 761 servidores e pode afetar diretamente serviços considerados essenciais para a produção rural e para a segurança sanitária do Paraná. A agência é responsável por fiscalizações no meio rural, controle da saúde animal e vegetal, além da regularidade do comércio de produtos agropecuários e do uso de insumos no campo.

Risco para a produção e para a segurança sanitária
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou que a paralisação pode gerar impactos significativos na cadeia produtiva e na imagem sanitária do Estado. Segundo ele, o Paraná conquistou reconhecimento nacional e internacional pela qualidade de seus sistemas de defesa agropecuária.
A entidade reforça que a manutenção das atividades da Adapar é fundamental para garantir a circulação segura de alimentos, proteger a produção rural e preservar a confiança dos mercados consumidores.
Impasse nas negociações
Na última semana de março, o sindicato já havia divulgado uma moção de repúdio às respostas do governo estadual sobre o projeto de lei que trata da reestruturação das carreiras. O texto não foi votado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) antes do encerramento do prazo eleitoral, em 7 de abril, o que aumentou a insatisfação da categoria.
Criada em 2011 e vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a Adapar exerce papel estratégico para o agronegócio paranaense, sendo considerada peça-chave na garantia da sanidade animal e vegetal no Estado.