Piscicultura do Paraná cresce 10,4% e impulsiona agropecuária em 2024

Estado lidera produção de frango, ovos e suínos, e registra expansão em floricultura e áreas recuperadas

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Atualizado há 1 ano

Foto : Jonathan Campos / AEN

A piscicultura paranaense manteve forte crescimento em 2024, gerando um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 2,29 bilhões, alta de 10,4% em relação ao ano anterior, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab. A tilápia responde por mais de 80% do valor, com produção concentrada na região Oeste, enquanto Paranaguá se destaca na pesca de camarão e outros pescados marinhos.

O Paraná segue como líder nacional na produção de carne de frango. No primeiro semestre de 2025, o estado abateu 1,132 bilhão de frangos, equivalente a 34,4% do total do país, e produziu 2,48 milhões de toneladas de carne. Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás aparecem em seguida.

Na produção de ovos, o estado é o sétimo no consumo, com 102,1 milhões de dúzias, mas lidera a produção de ovos para incubação, com 129,2 milhões de dúzias, representando 30,8% do total nacional.

Suinocultura em alta histórica

A suinocultura paranaense registrou 612,4 mil toneladas no primeiro semestre, crescimento de 9,3%, com 6,4 milhões de animais abatidos, o maior número já registrado em um semestre. Maio foi o mês de maior produção, com 107,6 mil toneladas de carne suína e 1,11 milhão de suínos abatidos, e há expectativa de novo recorde no segundo semestre.

Floricultura e diversificação

A floricultura movimentou R$ 271,7 milhões em 2024, alta de 1,8% sobre 2023. Gramados e plantas perenes representam 73,6% do VBP, enquanto orquídeas e crisântemos somam 13,7%. O setor abrange 31 espécies, distribuídas em Curitiba, Maringá, Londrina, Toledo e Cascavel, envolvendo mais de 100 municípios.

Sustentabilidade e expansão agrícola

Nos últimos 26 anos, o Paraná recuperou 219 mil hectares de vegetação nativa, elevando a cobertura de 26% para 27% do território estadual, sem reduzir a produção agrícola. A agricultura cresceu de 4,36 milhões de hectares em 1985 para 6,69 milhões em 2024, e a silvicultura de 353 mil para 1,13 milhão de hectares, principalmente sobre áreas de pastagem, demonstrando que é possível aliar crescimento econômico e preservação ambiental.

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