Alexandre Curi propõe lei de combate a crimes cibernéticos no Paraná

Projeto cria política estadual para enfrentar golpes digitais e reforçar a segurança digital no Paraná

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Atualizado há 1 mês

Projeto mira prevenção e proteção das vítimas

O deputado Alexandre Curi (PSD), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, protocolou um projeto de lei que estabelece diretrizes para o combate a crimes cibernéticos no Paraná. A proposta foi apresentada nesta terça-feira (13) e deve iniciar a tramitação legislativa no começo de fevereiro de 2026.

Segundo Alexandre Curi, o projeto responde ao crescimento acelerado e à sofisticação dos golpes digitais, que vêm causando prejuízos financeiros, emocionais e sociais à população. Para o parlamentar, o Estado precisa atuar de forma preventiva e integrada.

Crescimento dos golpes digitais preocupa autoridades

O deputado destaca que a digitalização das relações ampliou as oportunidades para práticas ilícitas, muitas vezes baseadas em engenharia social, uso de inteligência artificial e falsificação de identidades. Esse cenário reforça a necessidade de políticas públicas voltadas ao combate a crimes cibernéticos no Paraná.

Casos recentes mostram que vítimas de diferentes idades e níveis de escolaridade são atingidas por golpes virtuais, o que evidencia a dimensão do problema e a urgência de ações educativas e preventivas.

Projeto do deputado Alexandre Curi (PSD) foi protocolado nesta terça-feira | Foto: Rogério Machado/Alep
Projeto do deputado Alexandre Curi (PSD) foi protocolado nesta terça-feira | Foto: Rogério Machado/Alep

Diretrizes da política estadual

O projeto propõe uma atuação integrada do poder público, priorizando conscientização, educação digital, cooperação institucional e proteção das vítimas. A iniciativa prevê articulação entre órgãos de segurança pública, sistema de Justiça, instituições de ensino, setor privado e sociedade civil.

Outro ponto central do combate a crimes cibernéticos no Paraná é a atenção especial a grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, adolescentes e pessoas em situação de risco social, frequentemente alvos de fraudes digitais.

Alinhamento com leis federais

Alexandre Curi ressalta que a proposta está alinhada a normas federais, como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). O foco é fortalecer a cidadania digital e preparar o Estado para os desafios contemporâneos da segurança digital.

Se aprovada, a lei poderá ser regulamentada pelo Poder Executivo, definindo os órgãos responsáveis pela coordenação e execução das ações previstas.

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