Manifesto repudia discurso anti-vacina e alerta para riscos à saúde pública

Conselho Estadual de Saúde do Paraná entregou documento à deputada Márcia Huçulak defendendo a ciência e a imunização coletiva contra retrocessos

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Atualizado há 11 meses

Durante reunião com a deputada estadual Márcia Huçulak (PSD), vice-presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná, nesta terça-feira (8), representantes do Conselho Estadual de Saúde do Paraná (CES/PR) entregaram um manifesto em repúdio a declarações anti-vacina proferidas no Parlamento.

Além da preocupação com os discursos, o grupo alertou para a possibilidade de tramitação de um projeto de lei que retire a exigência de vacinação no processo de matrícula escolar, medida vista como um grave retrocesso nas políticas públicas de saúde.

O conselheiro Decarlo Cisz Trevisan destacou que tais iniciativas colocam em risco a imunização de rebanho, essencial para a proteção coletiva. “Quanto mais pessoas se vacinam, mais protegida está a população”, afirmou Trevisan, representante do Conselho Regional de Enfermagem no CES.

Reunião ocorreu no fim da tarde desta terça-feira | Foto: Orlando Kissner/Alep
Reunião ocorreu no fim da tarde desta terça-feira | Foto: Orlando Kissner/Alep

O manifesto denuncia os impactos da desinformação e lembra que o incentivo à hesitação vacinal pode comprometer décadas de avanços. Um reflexo recente disso foi a baixa adesão à vacina contra a dengue e o registro de mortes por coqueluche em Curitiba — doenças até então controladas. Em 2024, dois bebês morreram por coqueluche na capital paranaense, ambos não vacinados.

A deputada Márcia Huçulak reforçou que o enfraquecimento da confiança nas vacinas afeta a adesão a todos os imunizantes. “Hoje enfrentamos baixos índices de cobertura vacinal, o que pode trazer de volta doenças erradicadas”, alertou.

O documento também defende a vacinação como ato coletivo, respaldado por evidências científicas e pela Constituição Federal, que garante a saúde como direito de todos e dever do Estado. “Defender a vacinação não é ideologia, é compromisso com a vida”, afirma o texto.

Estiveram presentes na reunião os conselheiros Decarlo Cisz Trevisan, Maria Cristina Galacho de Souza, Maria Lúcia Gomes e Maurício Duarte Barcos.

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