ARTIGO: A Guerra de Marketing da Copa

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Atualizado há 12 anos

Por Alvaro Concha

Poucos sabem, mas a Copa do Mundo do Brasil de 2014, e todo e qualquer evento esportivo, não é somente uma guerra de seleções ou de atletas, ela é uma competição muito mais completa do que somente o que se vê.

Prova disso é o cheque de US$ 120.000,00 (cento e vinte mil dólares) que o rei Pelé ganhou em 1970 ao solicitar ao árbitro para esperar enquanto ele amarrava suas chuteiras. O fato tomou pouco mais de 30 segundo, mas enquanto todos esperavam as câmeras do mundo se direcionaram ao rei e ao seu ato de amarrar as chuteiras. Na verdade essa é uma visão simplista, mas enquanto ele amarrava, a logomarca das suas chuteiras ficaram óbvias e nela podia se ler a marca Puma. Um tiro no coração de seu principal rival, a Adidas, e um grande golpe de propaganda.

A guerra entre as duas empresas começou em 1948 quando os irmãos alemães da cidade de Herzogenaurach Adolf e Rudolf Dassler brigaram e decidiram separar a sociedade. Após a separação cada um dos irmãos deu sequencia a sua empresa e ambos, como facilmente pode se notar, tiveram muito sucesso. Franz Beckenbauer, Boris Becker, Pelé, Ivan Lendl, Muhammad Ali, Zidane, Messi são apenas alguns poucos dos muitos nomes que usaram ou uma ou outra marca.

Mas é o que se espera desta copa pois já aconteceu em várias outras, não somente uma guerra de seleções, mas uma guerra das marcas esportivas por adquirir mais visualização e se possível estar junto ao vencedor, para assim passar a ideia de superioridade em qualidade aos seus concorrentes. Obviamente que são poucas as que entram na luta, fora essas duas, estão a Nike usada por Neymar e pela seleção brasileira, a Umbro. É um mercado que movimenta algo em torno de R$ 15 bilhões anualmente.

Importante lembrar que a Nike iniciou seu patrocínio à seleção brasileira na copa de 98, quando perdemos a copa para os franceses. Desde lá, a marca vem investindo cada dia mais na seleção e espera continuar crescendo nesse ramo de esporte, considerado o mais popular do planeta. Os números contabilizados para esta copa são os seguintes:

  • Nike – 10 seleções
  • Adidas – 8 seleções
  • Puma – 8 seleções
  • Umbro – 6 seleções

Para alguns empresários a questão não é quem ganhará a copa, mas sim, qual marca. Sortudos eles, donos dessas marcas, pois enquanto nós torcemos para uma só seleção, eles podem torcer por pelo menos 6.

Alvaro Concha é consultor de empresas (alvaroconcha@gmail.com)

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