ARTIGO: Remuneração por desempenho

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Atualizado há 12 anos

Por Alvaro Concha

Não nascemos iguais, todos somos diferentes, ainda que tenhamos uma irmã ou irmão gêmeo, cada um de nós viveu momentos diferentes, experiências diferentes, recebeu informações diferentes e ainda que tenham sido as mesmas informações, as interpretamos de maneiras diferentes. Foi essa premissa justamente que Marx se esqueceu de analisar e uma das responsáveis pela derrocada do comunismo, praticamente em todo o planeta. Mas, deixemos essa filosofia para os utópicos, para os que não precisam viver no mundo atual, ou talvez, para Evo Morales e Nicolas Maduro, que ainda vivem no início do século passado, assim como a economia de seus países.

E se numa família essa realidade é verdadeira, o que se diria numa empresa, ou numa entidade pública. O fato é que se acaso as personalidades são diferentes, as atitudes perante as mais diversas situações, também o serão. As decisões serão diferentes e os resultados, obviamente seguirão a mesma verdade. Por isso, a remuneração tem que ser pelos méritos alcançados, e, pasmem, para todos e cada um dos setores da empresa.

Segundo um estudo realizado pela Regus do Brasil, 37% das empresas brasileiras deseja remunerar seus funcionários pelo seu desempenho. Lisa Weber, vice-presidente executiva da Metlife, informa que depois que a empresa colocou todos os funcionários numa escala de classificação sujeita a mudanças baseadas na execução de determinadas metas e comportamentos básicos, a rentabilidade sobre o patrimônio da empresa pulou de 7% em 1998 para 10,5% em 2000.

Importante ressaltar as várias as desvantagens e vantagens desse tipo de remuneração, entre elas podemos citar:

– Maior motivação dos funcionários a buscar novas metas;

– Auxilia as empresas a melhorar continuamente sua força de trabalho;

– Permite que a empresa aprimore continuamente sua equipe, permitindo que permaneçam somente os mais competentes.

Obviamente que há desvantagens, mas entre as piores, podemos citar duas. São elas:

– Há que saber controlar o conflito de interesses que pode haver entre os funcionários e a empresa;

– Pode haver uma competição ferrenha dentro da empresa, o que pode causar a necessidade de uma constante gestão de conflitos.

Porém, nem todos os funcionários desejarão aumentar suas rendas permanentemente, muitos se desmotivam durante o percurso, outros não são competitivos por natureza, outros só querem bater ponto.

Infelizmente não vivemos numa sociedade competitiva, não toleramos rankings, homenagens a nossos iguais, porém uma coisa é certa, bons funcionários custam mais caro que os outros, e é para esses funcionários que a remuneração por desempenho existe. Afinal, os iguais são todos iguais.

Alvaro Concha é consultor de empresas (alvaroconcha@gmail.com)

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