ARTIGO: Sombra brilhosa

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Atualizado há 12 anos

Por Vanderlei Woytowicz

Endereçado a quem luta pelas lutas diárias: Daniele Jasniewski. Somos lunáticos em visita breve na Terra, sobrevoamos o inesperado e alcançamos o dito impossível, dia sim, e no outro se Deus ajudar também. Rodamos os céus, em voltas travestidas de conhecimento e pura magia, 360 graus é o mesmo que virar de ponta cabeça, andar com as mãos e sentir-se absolutamente encorajado pra tudo de estranho que pode aparecer.

Sentir-se em casa, na própria loucura. Conhecer o mundo pelas sombras do que não se conhece, pode ser um tanto quanto perigoso pra quem não se desprende, não sai do comodismo e insiste em ficar enraizado na lama do quintal dos fundos. Você é sombra humana, com alma negra brilhante. Existe nos olhos tempestade com bravura de bondade, com vontade de ser melhor em vida e pra vida. Pra sua, e pra vida do outro que chega pedindo licença, uma cadeira, e uma hora por semana na agenda.

Os cabelos compridos, cobertos com tintura de salão, não escondem e não cobrem a beleza por trás de um ser viajante. Tornamo-nos seletivos, pela precariedade de humanos capazes de amar, de enlouquecer e de fugir pra lua, pra rua, pra lama dos fundos. Coração puro, precisa mais do que meia dúzia de frases feitas e bebida barata. Seu coração acomoda, se incomoda e se desdobra em vários, feito origami em formas de vidas passageiras. Organizações internas que varrem poeira pra baixo do tapete é pura bobeira, soprar poeira nos olhos que faíscam maldade e pouca sinceridade, até arder e escorrer os maus fluídos que não deixam ver é bem mais recomendável e aceito.

É o acordar dos olhos pro mundo. Os anos trazem com eles, pessoas, paçocas e muita maçaroca. Que as manhãs sejam azuis com gosto de novidade, e as noites estreladas, com poeira brilhosa no céu. As sombras te carregarão, feito show de rock n roll, pro palco da vida, pra plateia de coração jovem, na multidão de almas. Alimente o “Drag Queen”, que vive aí. Alimentar estranhezas pode ser mais gostoso que alimentar banalidades sem graça. Que a vida te surpreenda, e te faça mais humana, se assim for possível. Que a sua alma negra brilhante seja o rejuvenescedor dos sentimentos puros, pra sempre.

Vanderlei Woytowicz é acadêmico do curso de Psicologia da Fundação Universidade do Contestado – FunC Porto União

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