Por Alvaro Concha
Se você vem sentindo um gosto amargo na boca quando pensa no futuro próximo do País, agora é oficial, parece que está pensando como todos os brasileiros. Os índices econômicos demonstram que esse amargor é sentido nacionalmente, porém a situação real é muito mais doce do que imaginamos.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE nos informa que a economia cresceu em 0,2% no primeiro trimestre de 2014 (dados comparados com os 3 últimos meses do ano passado), o que indica, esperamos que não, uma tendência de redução do crescimento, desaceleração, que no último trimestre de 2013 foi de 0,4%.
Além disso, a atividade comercial teve queda de 0,1% e o consumo que mais cresceu, como era de se esperar, foi o da administração pública, com 3,5%.
Já o Ibope, justamente vem nos mostrar que os indicadores apontam para uma sobremesa amarga depois da Copa, e principalmente, depois das eleições, porém como consequência dos dados acima apontados. Segundo a instituição, o pessimismo do brasileiro atingiu seu pior patamar desde março de 2009 e, já em relação a mesmo mês do ano passado, maio teve uma queda de 5,7%, informou a pesquisa publicada na quinta-feira, 29 de maio. Isso explica, na prática o que a maioria dos empresários vem afirmando de que o comércio está em recessão, pois o consumidor está comprando cada vez mais com parcimônia.
Para finalizar, os próprios empresários e economistas estão se defendendo e preparando para um momento de contenção dos gastos, com estoques e investimentos baixos, entre eles Antonio Oliveira Santos, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, aconselhando-nos em conferencia realizada em 13 de maio.
Parece que estamos no meio da marolinha e parece que ela será longa, porém para reverter a situação o governo deveria se importar mais em trabalhar do que em inaugurar obras e oferecer-nos diversão, afinal de contas essa receita é velha demais e sabemos que suas consequências são, no mínimo, adstringentes.
Alvaro Concha é consultor de empresas (alvaroconcha@gmail.com)