EMPÓRIO DO EMPRESÁRIO: A era da Inovação: o país terá que cortar a carne!

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Atualizado há 11 anos

A receita é fácil, o difícil é executar a tarefa. Além do custo Brasil, e das dificuldades impostas pela iniciativa pública às empresas de cunho privado os empresários terão que conviver com uma nova realidade, as dificuldades de competir no mercado internacional.

Verificamos que muitas das empresas que conhecemos até se aventuram a navegar nas dificultosas ondas do mercado externo, porém um universo muito pequeno delas consegue competir e manter-se no mercado com produtos de valor agregado. Como consequência podemos verificar que a maioria das empresas entra na “guerra” dos preços.

É óbvio que quanto mais as empresas se diferenciem, menos elas estarão combatendo no mercado de preços, pois uma empresa que lance no mercado um produto diferente, assim como afirma Al Ries, “se fixará na escada da mente do consumidor no degrau mais superior e sempre será lembrada em primeiro lugar no momento da compra”. Empresas como a Apple, a Samsung, a Sony entre outras, comandam o mercado e “impõem” o preço que julgam razoável para que suas contas estejam recheadas de dividendos. É como se o consumidor se sentisse incapaz de julgar a qualidade do produto pagando o preço que seja para ter em mãos aquele bem, que nem sempre detém a qualidade que seu preço sugere, como por exemplo, 4 vezes mais caro que a concorrência. Talvez, sendo ainda um pouco mais incisivo, é como se a inovação tivesse a capacidade de “anuviar”, “idiotizar” a mente do consumidor, tirando-o completamente da racionalidade dos patamares de preço.

Infelizmente, são poucas as empresas brasileiras que conseguem entender essa lógica e, portanto, somente seguem o mercado, fabricando produtos que todos sabem fabricar, produtos que já foram inovação há tempos e por isso precisam “brigar” no mercado por preços. Porém o mercado de preços, como todos sabemos é ingrato e costuma levar a maioria das empresas à redução da margem de lucro, até um ponto que sua operacionalização acarrete em prejuízo. Tarde demais!

Estamos entrando na era da inovação, é incontestável, nunca se comentou tanto sobre este tema, nem no ambiente acadêmico como no ambiente empresarial. Será a partir de agora que a indústria brasileira terá a oportunidade de se mostrar e se tornar uma das maiores e mais importantes, pois até agora participa com parcos 2% do comércio mundial.

Eike Batista costumava afirmar, quando ainda era o maior empresário brasileiro, que as empresas deveriam investir ao menos 10% de seu lucro líquido em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. É o que os japoneses do TQC costumam chamar de reinvestimento.

Já a presidenta Dilma Rousseff afirma que tem como meta elevar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento do País, atualmente na casa dos US$ 55 bilhões — o equivalente a 1,16% do PIB —, para 1,9% do PIB nacional, ou R$ 91 bilhões.

Não obstante, não se deve somente esperar o governo, como todos nós já sabemos, devemos entender que uma parte daquilo que julgamos ser nosso, deve voltar à empresa, não por capricho, mas por necessidade.

 

Alvaro Concha é consultor de empresas

(alvaroconcha@gmail.com)

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