EMPÓRIO DO EMPRESÁRIO: Alguns números macroeconômicos

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Atualizado há 11 anos

Nada melhor do que manter-se informado, apesar que ultimamente a sensação de manter-se informado é negativa. Mas, como fui um dos que apostou em recessão curta, trago alguns números que começam a mostrar uma curva de recuperação, apesar de que toda cautela, ainda, é pouca. Muitos, após este artigo, deverão me chamar de precipitado, na melhor das hipóteses, mas creio que se inicia a retomada do crescimento. Para tanto lá vão alguns índices que podem apontar para essa esperançosa recuperação.

O primeiro é o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), cuja amostra é composta por pouco mais de 6 mil empresas, mostra que neste último mês de junho apresentou uma variação mensal positiva de 1,7%, sendo que os mais otimistas foram os empresários do sul do País, alcançando 5,6%. Nesse índice são medidos os seguintes aspectos:

  1. Condições atuais da empresa no comércio;
  2. Expectativa da empresa no comércio; e
  3. As intenções de investimento (na contratação de funcionários, na empresa e em estoques).

Além disso, o índice de famílias endividadas caiu pelo terceiro mês seguido, de 64,5% em abril, 64,4% em maio e 64% em junho. Sendo que o percentual de famílias com contas em atraso alcançou 21,3% em junho e o principal vilão da história é o cartão de crédito, com 77,2% dos casos.

Por outro lado, a projeção da inflação aumentou pela 12ª semana consecutiva alcançando os 9,5% para 2015, porém a expectativa é de que o índice permaneça nos 4,55% no ano de 2016. Além disso, o índice de crescimento do PIB deve manter-se em -1,5% segundo o Boletim Focus, do Banco Central.

O fato é que não da para deixar que o pessimismo nos contagie, há que continuar trabalhando e procurar criar, inovar, renovar e buscar se superar para atrair os consumidores que, apesar de tudo, continuam gastando e comprando, ainda que em volumes mais parcimoniosos. É justamente em momentos como este que a inteligência e a genialidade humana devem se manifestar e mostrar a sua inventividade, a sua capacidade de se diferenciar e assim, se utilizar o marketing verdadeiro e deixar de somente fazer propaganda.

Lembremo-nos de que as crises são antes de mais nada psicológicas, ainda que saibamos que o Governo Federal não fez sua lição de casa, mas que em alguns poucos meses o brasileiro com seu otimismo, ainda que algumas vezes irracional, consegue reverter os números que começam a ser menos angustiantes.

Alvaro Concha é consultor de empresas (alvaroconcha@gmail.com)

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