O nome surgiu após um pequeno grupo reunir-se, no dia 21 de abril 1995, para jantar e colocar a conversa em dia.
No restaurante do Clube Aliança, liderados pelo senhor José Kretschek estavam às senhoras Vanda Balbuch, Ella Borges e os casais Lauro e Déa Roering, Ivo Wolff e esta colunista.
A confraternização, com afinidades no grupo foi tão proveitosa que decidiu-se ser interessante a realização de novos encontros e mais pessoas participando.
Sem telefone celular, sem WhatsApp, alguns convites foram diretamente feitos à pessoas amigas.
No próximo encontro o número de amigos ultrapassava a quatro dezenas.
Era necessário formalizar futuros jantares para decidirem-se data e locais dos mesmos.
Foi então escolhida uma diretoria integrada por presidência, vice-presidência, secretaria, tesouraria e animador cultural.
Os encontros seriam realizados uma vez ao mês, em diferentes locais, sendo o jantar por adesão e com inscrição de associados.
Cada associado teria uma contribuição pequena para contratar um músico que abrilhantasse o ambiente.
Também a contribuição serviria para oferecer pequenos brindes aos aniversariantes do mês e comprar algum material decorativo.
Cada reunião da diretoria passou a ser registrada em ata, com as respectivas assinaturas bem como para um demonstrativo das taxas recolhidas e explicação de uso das mesmas.
A boa música sempre foi um convite para “sacudir o esqueleto”, após o jantar.
O passar do tempo e dos vários encontros, novas ideias surgiram: letras de coautoria dos associados adaptadas as melodias conhecidas, criação de um logotipo para o grupo, um informativo mensal trazendo novidades sobre os associados; trajes típicos para os jantares de carnaval e dos juninos, com direito a músicas específicas.
Desde sua fundação foram realizadas homenagens a alguns dos integrantes pelas honrarias que recebiam: senhor José Kretschek, pelo título de Cidadão Honorário de Porto União; O senhor Adir Buchmann como campeão brasileiro de Triátlon da Terceira Idade; esta colunista por receber da Polícia Militar do Paraná a Medalha General Sarmento e da Polícia Militar de União da Vitória a Medalha do Contestado.
Também as bodas de prata ou de ouro dos associados sempre receberam as congratulações do Clube.
Momentos de descontração, de alegria e solidariedade.
Esta última, infelizmente nos momentos de tristeza, quando associados deixavam o clube para ingressar no outro lado da vida.
Não mais compartilho dos encontros que vigoram a cada mês, mas fica a saudade, muitas saudades nas minhas e nas lembranças dos demais.
São pessoas que legaram seu trabalho à sociedade contribuindo para o crescimento da mesma nos vários setores.
Entre tantos, que nos brindaram com sua sabedoria e experiência, gostaríamos de lembrar:
- Senhor José Kretschk, proprietário da antiga loja Rener, violinista com grandes participações na parte artística local.
- Senhor Isac Nogueira, exímio marceneiro que na antiga fábrica de móveis Chwirk, nas décadas de 40 e 50 com seu trabalho nobre decorou muitas residências.
- Irmengard Spicker e Julia Metzler, doceiras conhecidas pelo capricho com que trabalhavam na arte culinária.
- Ariosto Tavares dos Santos, Adolpho Gohl, Ricardo e Denise Domith, Mafalda Sessegolo, Eva Falk, Ralph Gomes, Walter e Rosita Sass e Alceu Wengerskiewski baluartes que foram nos vários setores do comércio de Porto União e União da Vitória.
- Isler Monteiro da Cunha e Ivo Wolff que, jogadores do futebol amador, levaram o nome das cidades além-fronteiras e foram bancários que vestiram a camisa das instituições onde trabalharam.
- Sissi Brites e Celina Testi que junto a outros tantos fizeram a animação dos carnavais de outrora.
- Ivete Mazzalli, Ivete Weiss, Marli Titon, Edwirges Araújo, Leoni Gulicz e João Orth professores que plantaram e muito colheram no campo da educação.
- Funcionário público, Leocádio Matzembacher que se empenhou no difícil encargo ocupado na receita federal.
- Horts Winter contabilista de muitas empresas que a ele confiaram seus negócios.
- Célia Riezemberg modista e costureira que veio da capital para fazer a moda das mulheres de nossas cidades.
- Lindamir Slomski e Dirlei Bordin que se dedicaram com afinco no ramo da filantropia.
- Litzmeyer, o alemão como o chamavam que durante anos trouxe a boa música para dançar.
Penso que nesses 21 anos o Clube da Amizade é a união de pessoas que estabelece o vínculo de apoio para encarar os momentos difíceis que a vida apresenta a cada um.
Embora os encontros aconteçam apenas uma vez por mês, sem imposição, sem obrigatoriedade de presença, a amizade é uma dádiva que o grupo nutre e aprecia.
Parabéns Clube da Amizade, às suas diretorias que muito se empenharam e se empenham para tornar mais atrativo cada novo encontro.
Therezinha Wolff