ESPAÇO CULTURAL: Longos Anos de Trabalho e Vitória

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Atualizado há 10 anos

Por Therezinha Wolff

Vim, vi, trabalhei e venci.

Sou o Jornal ancião, mais velho de duas cidades limítrofes, Paraná e Santa Catarina.

Reconheço a cultura como a vida de um povo, o coração vivo de uma cidade a impulsionar para o progresso.

Dou continuidade a saga do jornalista dinâmico e perseverante que, dos anos trinta, sem dúvida alguma, serve de norte para seus seguidores até hoje.

Minha trajetória está marcada pela sabedoria e persistência daqueles que me dirigem.

Registro os fatos propondo imparcialidade e permitindo a liberdade de expressão.

Documento a história, seus fatos e vultos nos âmbitos do País, estados e municípios.

Enalteço novas ideias colhendo ensinamentos e trocando experiências como forma de levar ao público informações do cotidiano.

Abro as portas para colunistas com suas criações poéticas, para cronistas, memorialistas e historiadores.

Divulgo campanhas beneficentes e educativas, assiduamente realizadas pelas diversas instituições.

Ufana-me participar da euforia das festas em geral de toda uma região.

Meus 85 anos estão marcados pela capacidade de rememorar, inovar e me renovar para a alegria de quantos, pelo pressuposto orgulho dos muitos leitores.

Adaptei-me aos tempos atuais, as inovações técnicas e tecnológicas, na certeza de continuar conquistando o mercado e satisfazendo o gosto do público mais exigente.

Oportunizo e reconheço trabalhos de colaboradores nos seus diferentes anseios e capacidades, deixando-os livres para escrever sobre o que lhes aprouver: artes plásticas, musicais, artesanato, culinária, educação, civismo, saúde, urbanismo, meio ambiente e também, respeitosamente, sobre a política.

Descubro e documento entrevistas de notáveis e de outros que no seu silencioso trabalho, são desconhecidos pela importância que tem na vida das cidades.

Cuido para que meu grupo de funcionários e direção, par e passo, acompanhem a vida das populações local e de outros tantos municípios onde sou recebido.

Críticas que faço são, acertadamente, no sentido de participar e antever acontecimentos visando contribuir para uma nova cultura onde não caiba mais o poder dominador.

Promovo concursos e patrocino apresentações artísticas e sociais criando um troféu com o nome do meu fundador.

Sou o jornal “O Comércio”.

Na festa dos meus 85 anos tive uma capa emoldurada com foto do meu fundador, jornalista Hermínio Milis.

Quadro que foi entregue a um seu tataraneto representando a família Milis. Homenagem que, igualmente, estendeu-se a direção atual, aos ex-diretores, aos meus antigos e atuais colunistas colaboradores que tem, pela vez primeira, sua foto em manchete da capa.

Recebi no último dia 11 funcionários, colaboradores e amigos para festejar o meu aniversário e retribuir-lhes o carinho que deles sou merecedor.

Em meio a alegria da confraternização rememorei pessoas e fatos que concorreram para fazer-me “cabeça, ombro, perna e pé” e ao largo do tempo construírem a espinha dorsal.

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