Nos jardins da juventude
um velho homem está sentado
Observa as borboletas
as estrelas e seu passado
Sinais no horizonte o orientaram
não mais pensa no amanhã
Nem mesmo teme o que dizer
o que fazer ou quem ser
Não mais teme demônios
bebe vinho, dança com as árvores
Tranquilamente toca harpa até o amanhecer
sem esconder-se de profundos pesadelos
O tempo não é mais rápido
é tranquilo, sem portões ou dúvidas
Já dançou a dança final
Seus atos compensam suas dívidas
Não necessita de tempo para se preparar
sem avisos, medos ou retornos repentinos
Assiste a chuva como se fossem lágrimas
vive um de seus sonhos
Agora até parece estar em casa
finalmente irá descansar
Talvez algum dia volte, não sabe dizer
Agora sem mais planos, somente descansa
Luiz Carlos Zatorski Filho tem 27 anos, escreve desde os 14, nascido em Araras (SP), criou-se em Curitiba capital paranaense até os 24, atualmente reside em Porto União – SC e cursa a quinta fase do curso de Psicologia na Universidade do Contestado.