Por Marlei Gohl
Mais um ano passamos pela data, já tenebrosa, 31 de outubro. Sabemos que o Brasil tem o hábito de copiar os modismos de fora. Tudo bem, quando tem seu lado saudável e positivo. No entanto, introduzir uma cultura que não é nossa e, ainda mais, quando essa vem incomodar as pessoas em suas casas, podemos dizer, que aceitá-la é ignorância.
A data de 31 de outubro, até anos atrás muito tranquila, Dia das Bruxas, é uma cultura do povo americano que foi introduzida no Brasil. Nós, adultos, nos incomodamos com o rumo que está tomando. Não queremos ver nossas crianças usadas e incentivadas a serem mal-educadas. Basta verificarmos na redondeza quantas casas foram bombardeadas por ovos nessa noite. Passamos o dia com o cheiro da desordem.
Mas, afinal, de quem é a culpa? Da escola? Da escola de línguas? Dos pais?
Crianças, às 22 horas, perambulando pelas ruas, sozinhas.
Pais, ALERTA, isso está passando dos limites! Educadores, vamos deixar espaço para a nossa cultura!
A escola deve incentivar e tem a obrigação de ensinar uma segunda língua, preocupar-se com a formação profissional de seu aluno. Mas também tem a função de orientar sobre modismos e suas consequências, bem como, em desenvolver o lado humano, o respeito ao próximo e solidarizar-se com quem passa necessidades.
Quantos ovos foram jogados fora com tanta criança desnutrida?
Na tentativa de resgatar valores, não podemos acreditar que crianças façam isso e nem você, pai ou mãe, que seu filho o faça. Vamos ficar de olho e não aceitar tudo como algo normal. Isso pode ser “adequado” lá nos Estados Unidos, aqui é Brasil.
Quando falamos em falta de educação, na verdade, o que percebemos é a necessidade de conscientização dos brasileiros em cuidar do que é seu, de sua cultura. É importante observar o que a mídia transmite e quer incutir em nossas crianças. Nós, muitas vezes desatentos, nos damos conta muito tarde. Portanto, pais e educadores, a responsabilidade é NOSSA!
Marlei Gohl é diretora do Colégio São José