A Nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) começou a substituir o antigo Registro Geral (RG) em todo o Brasil, mas a mudança não precisa ser feita de forma imediata por todos os cidadãos. O documento antigo continuará válido até 28 de fevereiro de 2032, prazo estabelecido para a transição completa.

A principal mudança da CIN é a adoção do CPF como único número de identificação do cidadão. Com isso, cada brasileiro passa a ter apenas um número de identificação válido em todo o território nacional, independentemente do estado onde o documento foi emitido.
A medida busca aumentar a segurança dos documentos, reduzir fraudes e facilitar o acesso a serviços públicos e privados.
Quem deve fazer a troca primeiro?
Embora exista um prazo até 2032, alguns grupos devem priorizar a emissão da nova identidade. A recomendação é que a troca seja feita principalmente por pessoas que:
- precisam emitir a primeira carteira de identidade;
- perderam o RG ou tiveram o documento danificado;
- precisam solicitar a segunda via;
- possuem dados pessoais desatualizados e precisam corrigir informações.
Quem possui um RG em boas condições e dentro da validade não precisa correr para fazer a substituição. O documento antigo segue sendo aceito normalmente durante o período de transição.
Como funciona a validade da nova identidade?
A validade da Carteira de Identidade Nacional varia conforme a idade do cidadão:
- pessoas com até 12 anos incompletos: validade de cinco anos;
- cidadãos entre 12 e 60 anos incompletos: validade de dez anos;
- pessoas com mais de 60 anos: validade indeterminada.
Documento terá versão digital
A CIN também conta com recursos tecnológicos de segurança, como QR Code para verificação de autenticidade e possibilidade de acesso à versão digital pelo aplicativo GOV.BR.
Além disso, o novo modelo segue padrões internacionais de identificação e pretende facilitar a utilização do documento em diferentes situações, como abertura de contas, atendimento em serviços públicos e comprovação de identidade.
Primeira via é gratuita
A emissão da primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita em todo o país. A cobrança de taxas pode ocorrer em casos de segunda via, conforme as regras definidas por cada estado.
A substituição do RG será feita de maneira gradual. Até 2032, os brasileiros poderão utilizar o documento antigo, mas a recomendação é aproveitar situações de renovação ou necessidade de atualização cadastral para realizar a emissão da nova identidade.